Governo quer alargar o sucesso da Startup Lisboa a todo o país


 

Foi na semana passada que o Primeiro-Ministro, António Costa, e o Secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, apresentaram o Startup Portugal, uma iniciativa que para potenciar a oportunidade e ajudar novos projetos empresariais. A ideia é ampliar o sucesso da Startup Lisboa, uma incubadora criada na capital pela Câmara Municipal e que ajudou a elevar a cidade a “start-up city”.

O programa Startup Portugal inclui 15 iniciativas, que resumem a estratégia do Governo para a área do empreendedorismo e que pretendem responder às necessidades de novos projectos empresariais desde a fase da ideia até à chegada aos mercados internacionais.

  1. Regulamentar o equity crowdfunding e o peer-to-peer: promover a utilização destes dois meios de financiamento de start-ups. No equity crowdfunding, é possível investir um montante a troco de uma participação na empresa; e, no peer-to-peer, os cidadãos podem emprestar dinheiro a indivíduos ou empresas de forma online.
  2. Fundo de co-investimento para business angels: criar linhas de co-investimento para business angels, no valor de 60 milhões de euros.
  3. Fundo de co-investimento para capitais de risco: criar linhas de apoio a fundos de capital de risco, neste caso vão ficar disponíveis 400 milhões de euros. A Portugal Ventures e a PME Investimento serão as instituições encarregadas de seleccionar os fundos que podem ser elegíveis.
  4. Alavancar a participação portuguesa no Web Summit: potenciar a presença do Web Summit em Lisboa, para que o evento não se resuma aos três dias em que decorre. A edição deste ano do Web Summit tem lugar entre 8 e 10 de Novembro.
  5. Criar uma Zona Franca Tecnológica: criar legislação e regulamentação que atraia sectores inovadores. na sua fase mais embrionária, isto é, quando estão a ser desenvolvidos e antes de serem projectos empresariais. Assim, quando estes se tornarem empresa, podem ficar em Portugal.
  6. Criar Vales de Incubação e de Aceleração: os destinatários são as empresas que podem candidatar-se a uma incubadora e custear a sua presença. Vão, porém, ser estabelecidos limites nas incubadoras.
  7. Criar uma Aceleradora portuguesa de referência na Europa: criar uma aceleradora portuguesa de referência europeia, que possa promover no estrangeiro as aceleradoras nacionais e captar start-ups ou projectos internacionais para serem acelerados nas estruturas portuguesas existentes. Não se trata assim de criar uma nova estrutura física, mas da criação de uma marca que “fala a uma só voz” quando vai ao estrangeiro promover estes organismos.
  8. Criar uma rede nacional de Fab Labs: fab labs são pequenas oficinas que permitem explorar novas ferramentas e ideias digitais.
  9. Lançar a Rede Nacional de Incubadoras: organizar este as incubadoras a nível nacional e promover, se isso se justificar, a partilha de recursos.
  10. Lançar as Calls Startup Portugal: incentivar a criação de novas start-ups em Portugal.
  11. Lançar o Programa Momentum: esta medida visa permitir a um licenciado, que tenha beneficiado de uma bolsa de acção social, criar a sua empresa. Para isso, é-lhe facilitada residência, espaço de incubação e uma verba mensal para fazer face às despesas pessoais.
  12. Lançar o Programa Semente: este programa visa dar benefícios fiscais às pessoas que investem em start-ups numa fase inicial.
  13. Lançar o Startup Voucher: destina-se a jovens universitários que estejam a terminar os cursos, ou já licenciados, e visa que estes tenham uma verba mensal, durante alguns meses, para que possam desenvolver o seu projecto.
  14. Orientar o Simplex também para as start-ups: no âmbito do programa Simplex, que visa modernizar a administração pública, o Governo quer incluir medidas que alterem a forma como as empresas são encerradas.
  15. Promover as startups portuguesas nos maiores eventos tecnológicos do mundo: garantir a presença das start-ups portuguesas nos grandes eventos tecnológicos nacionais e internacionais. As empresas portuguesas já são uma presença assídua presença nestes eventos, mas não existe uma organização comunitária.

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