Tudo o que precisas de saber sobre a 58ª edição dos Grammy


Os Grammy apareceram, roubaram o espectáculo e voltam para o ano. Por esta altura já deves ter visto a incrível performance de Kendrick Lamar, a sua vitória na categoria de Best Rap e o vídeo viral que resultou daí. Mas houve muito mais momentos dignos de destaque nesta 58ª edição dos prémios. Assistimos a tudo para te podermos contar os melhores momentos.

Comecemos pelo sucesso de Kendrick Lamar. O rapper que conquistou o mundo com o seu flow único, lírica acima de qualquer outro e uma discografia que se adivinha cada vez mais brilhante, teve uma actuação carregada de política, entregue de alma e coração. Acabou o seu momento com a palavra Compton – que o honrou com as suas chaves recentemente – escrita sobre o continente africano. Épico.

Justin Bieber conseguiu dividir a Internet, apesar do seu exército cada vez maior de beliebers. Foi com Skrillex e Diplo que tocou o seu êxito “Where Are U Now” numa versão refrescada. Diplo prometeu estar à altura do que os produtores de electrónica podem fazer, mas a verdadeira protagonista da actuação foi a carga rock que colocaram na tema e as guitarras elétricas. Ficou algo U2. Podem tirar daqui as vossas ilações.

Um dos prémios que mais tem dado que falar é a entrega do título de Gravação do Ano ao tema “Uptown Funk”. Em competição com “Can’t Feel My Face” de The Weeknd, as opiniões dividem-se, sobretudo pelo quanto a música de Bruno Mars e Mark Ronson já nos parece ultrapassada, mas isso deve ser culpa da quantidade de vezes que já a ouvimos desde que saiu. Não deixa de ser um grande tema pop e um sucesso de vendas. Devem ter sido estes os critérios para lhe atribuir a distinção.

Gwen Stefani gravou um videoclip durante o intervalo da transmissão, o que teria sido muito relevante, mas toda a gente preferiu comentar e partilhar a queda que deu (?) numa cena em que andava de patins na companhia dos seus dançarinos.

Outro momento que também deve ter sido desconfortável foi o dos problemas de som na actuação de Adele – apesar da sua voz ter soado cristalina e feroz como sempre.

Numa noite de homenagens, Lady Gaga encantou a relembrar David Bowie, mas David Grohl e os Hollywood Vampires também tiverem críticas positivas à sua homenagem a Glenn Frey – antigo guitarrista dos Eagles.

E os prémios? Assim resumindo podemos dizer que o álbum do ano foi para Taylor Swift com o seu 1989, que aproveitou para mandar uma indirecta a Kanye West. É a Internet, meia palavra basta.

Kendrick Lamar foi para casa com 5 prémios das 11 nomeações, Ed Sheeran recebeu a melhor canção para a sua “Thinking Out Loud”. Os Muse receberam o Álbum Rock do Ano, enquanto a Performance Rock do Ano foi para os Alabama Shakes.

E foi assim a maior cerimónia de prémios para a música no mundo. Para o ano há mais, em baixo podes conferir a lista completa de vencedores:

Álbum do Ano

1989, Taylor Swift

Música do Ano

“Thinking Out Loud,” Ed Sheeran and Amy Wadge

Gravação do Ano

“Uptown Funk,” Mark Ronson featuring Bruno Mars

Álbum Rap

To Pimp a Butterfly, Kendrick Lamar

Álbum Country

Traveler, Chris Stapleton

Álbum Musical

Hamilton

Melhor Performance Rap

“Alright,” Kendrick Lamar

Melhor Música Rap

“Alright,” Kendrick Lamar

Melhor Colaboração Rap

“These Walls,” Kendrick Lamar featuring Bilal, Anna Wise, and Thundercat

Melhor Performance Rap

“Don’t Wanna Fight,” Alabama Shakes

Melhor vídeo

“Bad Blood,” Taylor Swift featuring Kendrick Lamar

Artista Revelação

Meghan Trainor

Produtor do Ano, Não-Clássico

Jeff Bhasker

Melhor Música Country

“Girl Crush,” Hillary Lindsey, Lori McKenna, and Liz Rose (Little Big Town)

Melhor Performance a Solo Country

“Traveller,” Chris Stapleton

Melhor Performance Grupo Country

“Girl Crush,” Little Big Town

Melhor Álbum Vocal Pop

Taylor Swift, 1989

Melhor Performance a Solo Pop

“Thinking Out Loud,” Ed Sheeran

Melhor Álbum Rock

Drones, Muse

Melhor Álbum Alternativo

Sound & Color, Alabama Shakes

Melhor Performance Rock

“Don’t Wanna Fight,” Alabama Shakes

Melhor Música Rock

“Don’t Wanna Fight,” Alabama Shakes

Melhor Performance Grupo Rock

“Uptown Funk,” Mark Ronson featuring Bruno Mars

Melhor Performance Metal

“Cirice,” Ghost

Melhor Álbum Pop Vocal Tradicional

“The Silver Lining: The Songs of Jerome Kern,” Tony Bennett and Bill Charlap

Melhor Álbum R&B Vocal Tradicional

“Little Ghetto Boy,” Lalah Hathaway

Melhor Álbum Dance/Electrónica

Skrillex and Diplo Present Jack Ü, Skrillex and Diplo

Melhor Gravação Dance

“Where Are Ü Now,” Skrillex and Diplo with Justin Bieber

Melhor Remix, Não-Clássico

“Uptown Funk (Dave Audé Remix),” Dave Audé (Mark Ronson featuring Bruno Mars)

Melhor Álbum Urbano Contemporâneo

Beauty Behind the Madness, The Weeknd

Melhor Álbum Comédia

Live at Madison Square Garden, Louis CK

Melhor Álbum R&B

Black Messiah, D’Angelo and the Vanguard

Melhor Música R&B

“Really Love,” D’Angelo and Kendra Foster

Melhor Performance R&B

“Earned It (Fifty Shades of Grey),” the Weeknd

Melhor Álbum Blues

Born to Play Guitar, Buddy Guy

Melhor Álbum Folk

Béla Fleck and Abigail Washburn, Béla Fleck and Abigail Washburn

Melhor Álbum Reggae

Strictly Roots, Morgan Heritage

Melhor Álbum New Age

“Grace,” Paul Avgerinos

Melhor Álbum Surround Sound

“Amused to Death,” James Guthrie and Joel Plante (Roger Waters)

Melhor Partitura em Media Visual

Birdman, Antonio Sanchez

Melhor Música Banda Sonora

“Glory,” performed by Common and John Legend

Melhor Filme Musical

Amy, Amy Winehouse; Asif Kapadia, video director; James Gay-Rees, video producer

Melhor Banda Sonora em Media Visual

Glen Campbell: I’ll Be Me

Melhor Álbum Spoken Word

A Full Life: Reflections at Ninety, Jimmy Carter

Melhor Álbum Instrumental Contemporâneo

“Sylva,” Snarky Puppy and Metropole Orkest

Melhor Solo Improvisado Jazz

“Cherokee,” Christian McBride

Melhor Álbum Jazz Vocal

“For One to Love,” Cécile McLorin Salvant

Melhor Álbum Jazz Instrumental

“Past Present,” John Scofield

Melhor Álbum Orquestra

“The Thompson Fields,” Maria Schneider Orchestra

Melhor Álbum Infantil

“Home,” Tim Kubart

Melhor Álbum Música do Mundo

“Sings,” Angelique Kidjo

Melhor Álbum Regional de Roots Music

“Go Go Juice,” Jon Cleary

Melhor Álbum Bluegrass

“The Muscle Shoals Recordings,” The Steeldrivers

Melhor Álbum Americana

“Something More Than Free,” Jason Isbell

Melhor Música American Roots

“24 Frames,” Jason Isbell

Melhor Performance American Roots

“See That My Grave Is Kept Clean,” Mavis Staples

Melhor Álbum de Pop Latino

“A Quien Quiera Escuchar (Deluxe Edition),” Ricky Martin

Melhor Álbum Tropical Latino

“Son De Panamá,” Rubén Blades with Roberto Delgado and Orchestra

Melhor Álbum de Rock Latino

EMPATE: “Hasta la Raíz,” Natalia Lafourcade and “Dale,” Pitbull

Melhor Álbum Música Regional  Mexicana

“Realidades, Deluxe Edition,” Los Tigres Del Norte

Melhor Álbum Roots Gospel

“Still Rockin’ My Soul,” The Fairfield Four

Melhor Álbum Música Cristã Contemporânea

“This Is Not a Test,” Tobymac

Melhor Álbum Gospel

“Covered: Alive in Asia [Live] (Deluxe),” Israel & Newbreed

Melhor Álbum Histórico

“The Basement Tapes Complete: The Bootleg Series Vol. 11,” Bob Dylan and the Band

Melhor Performance/Música Cristã Contemporânea

“Holy Spirit,” Francesca Battistelli

Melhor Álbum Engineered, Clássico

“Ask Your Mama,” Leslie Ann Jones, John Kilgore, Nora Kroll-Rosenbaum, and Justin Merrill, engineers; Patricia Sullivan, mastering engineer (George Manahan and San Francisco Ballet Orchestra)

Melhor Álbum Engineered, Não-Clássico

“Sound & Color,” Shawn Everett, engineer; Bob Ludwig, mastering engineer (Alabama Shakes)

Melhor Produtor, Clássico

Judith Sherman

Melhor Álbum, Notas

“Love Has Many Faces: A Quartet, A Ballet, Waiting to Be Danced,” Joni Mitchell, (Joni Mitchell)

Melhor Performance Orquestra

“Shostakovich: Under Stalin’s Shadow — Symphony No. 10,” Andris Nelsons, conductor (Boston Symphony Orchestra)

Melhor Gravação Ópera

“Ravel: L’Enfant Et Les Sortilèges; Shéhérazade,” Seiji Ozawa, conductor; Isabel Leonard; Dominic Fyfe, producer (Saito Kinen Orchestra; SKF Matsumoto Chorus and SKF Matsumoto Children’s Chorus)

Melhor Performance Coro

“Beethoven: Missa Solemnis,” Bernard Haitink, conductor; Peter Dijkstra, chorus master (Anton Barachovsky, Genia Kühmeier, Elisabeth Kulman, Hanno Müller-Brachmann, and Mark Padmore; Symphonieorchester Des Bayerischen Rundfunks; Chor Des Bayerischen Rundfunks)

Melhor Performance Música de Câmara

“Brahms: The Piano Trios,” Tanja Tetzlaff, Christian Tetzlaff, and Lars Vogt

Melhor Solo Clássico Instrumental

“Dutilleux: Violin Concerto, L’Arbre Des Songes,” Augustin Hadelich; Ludovic Morlot, conductor (Seattle Symphony)

Melhor Álbum Solo Clássico Vocal

“Joyce & Tony — Live From Wigmore Hall,” Joyce DiDonato; Antonio Pappano, accompanist

Melhor Compêndio Clássico

“Paulus: Three Places of Enlightenment; Veil of Tears & Grand Concerto,” Giancarlo Guerrero, conductor; Tim Handley, producer

Melhor Composição Clássica Contemporânea

“Paulus: Prayers & Remembrances,” Stephen Paulus, composer (Eric Holtan, True Concord Voices, and Orchestra)

Melhor Capa Edição Limitada

“The Rise & Fall of Paramount Records, Volume Two (1928-32),” Susan Archie, Dean Blackwood & Jack White (Various Artists)

Melhor Capa Gravação

“Still the King: Celebrating the Music of Bob Wills and His Texas Playboys,” Sarah Dodds, Shauna Dodds and Dick Reeves (Asleep at the Wheel)

Melhor Arranjo, Instrumental e Vocal

“Sue (Or In a Season of Crime),” Maria Schneider (David Bowie)

Melhor Arranjo, Instrumental A Cappella

“Dance of the Sugar Plum Fairy,” Ben Bram, Mitch Grassi, Scott Hoying, Avi Kaplan, Kirstin Maldonado and Kevin Olusola (Pentatonix)

Melhor Composição Instrumental

“The Afro Latin Jazz Suite,” Arturo O’Farrill (Arturo O’Farrill and the Afro Latin Jazz Orchestra featuring Rudresh Mahanthappa)