‘The Movement’: uma websérie que mostra que “às vezes, a mudança vem de um movimento”

A nova série original do Mic mostra, à nossa geração, o que de bom nasce nas comunidades norte-americanas.

Uma nova série do jornal online Mic, uma empresa de media com conteúdos para a geração da década de 90, pretende mostrar “as mais brilhantes soluções para resolver problemas da comunidade”, soluções essas que têm origem na própria comunidade. De carácter generalista, mas direcionado para os millenials, o Mic quer mostrar em The Movement o lado bom da comunidade, destacando as soluções que lá se encontram para problemas que vemos todos os dias nas notícias.

“Quase diariamente o público é inundado com notícias angustiantes de violência armada, antagonismo racial, luta política, má conduta policial, criminalização generalizada, agressão sexual e muito mais”, enumera o Mic, dizendo que todos estamos prontos para fazer crítica social. Em The Movement, os jornalistas vão mais longe: “É fácil localizar o que de mau há na sociedade, mas não é assim tão fácil encontrar narrativas de transformação.” É com este propósito que o Mic marcha em direcção ao progresso, tentando inspirar mais soluções com origem na comunidade.

A premissa de que as comunidades mudam de dentro para fora, sem precisarem da política como catapulta, têm-se notado nos EUA. Darnell L. Moore é o jornalista responsável pela descoberta dos vários movimentos retratados na série. “Às vezes, a mudança que é precisa não vem de um herói, vem de um movimento”, diz na promo. No seu foco estão comunidades marginalizadas pelo mainstream, sendo a relação com a polícia – uma polémica recente especialmente com a raça negra – uma das linhas deste retrato. Os protagonistas são heróis (ou grupos de heróis) não aclamados que lutam diariamente para tapar o fosso de desigualdade e injustiça que se vive nos EUA. São “agentes de mudança”, classifica Moore, que falam de “assuntos importantes da actualidade, muitas das vezes com poucos recursos, sem o benefício dos media mainstream ou reconhecimento público em grandes plataformas,” considera.

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Com cada história, o Mic quer que os millenials “reconsiderem quem aclamam como heróis” e que descubram variados tipos de trabalho activista que existem no país. Exemplos? “The Movement” vai à procura de histórias como: a de grupos que ajudam a prevenir a violência em bairros sociais habitados maioritariamente por cidadãos de raça negra; ou a de como a legalização da marijuana em certos Estados tem ajudado – financeiramente – pessoas em risco de dependência de droga ou de entrar no mundo do crime.

“A guerra das drogas” foi a inspiração para o segundo episódio, que mostra como o código postal pode mudar a vida da população: entre ser um milionário e um criminoso. No primeiro episódio o repórter vai à sua terra natal para falar de um dos assuntos mais presentes da actualidade norte-americana, e que até já pôs Obama a chorar: o problema das armas. Os episódios saem semanalmente, à terça-feira, no canal de YouTube do Mic.

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