Queima das Fitas do Porto acaba com a tradicional Garraiada

As garraiadas vão (finalmente) deixar de fazer parte dos festejos.
Foto FAP

Mudam-se os tempos, mudam-se as tradições.

Tudo começou depois de duas estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto terem lançado, dia 11 de Fevereiro, uma petição online que já reuniu mais de 5600 assinaturas. O evento é considerado um acto de tortura e de exploração animal” que “mancha as tradições académicas”.

Para as alunas, a Federação Académica do Porto (FAP) e as Associações de Estudantes devem ouvir a “comunidade estudantil” que, “claramente, não se sente representada por esta actividade, nem dá o seu consentimento para que tal seja realizada”.

Perante tal descontentamento, o Magnum Consillium Veteranorum (MCV) da Academia do Porto anunciou, em comunicado, na passada terça-feira, que a garraiada da Queima das Fitas será suspensa, alegando que se verifica uma “fraca adesão dos estudantes a esta actividade” e uma queda geral nos apoios às tradições tauromáquicas.

A decisão já foi comunicada à Federação Académica do Porto que se encontra igualmente envolvida na organização do evento. Resta esperar pelo veredicto final.

As garraiadas fazem parte das actividades académicas desde 1948 mas têm gerado muita controvérsia junto dos estudantes. A comunidade pretende que a Queima das Fitas seja apenas reconhecida pela “diversão que proporciona” e não pelo “sofrimento” de “animais inocentes. Está dado, assim, o primeiro passo para mudar – ainda que lentamente -“mentalidades e atitudes”.

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