Existência das ondas gravitacionais de Einstein pode ser confirmada amanhã


Os rumores têm-se sucedido e a comunidade científica tem estado a fervilhar com a antecipação da conferência do LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory) que terá lugar esta quinta-feira. A razão para toda esta comoção prende-se com a quase certeza de que os investigadores do LIGO vão anunciar por fim aquilo que se procurava há muito, a confirmação da última previsão da Teoria da Relatividade Geral de Einstein, a existência das ondas gravitacionais.

O que são as ondas gravitacionais?

As ondas gravitacionais são ondulações provocadas no espaço-tempo pelos objectos com massa. Em termos práticos será o mesmo que acontece quando passas a mão pela água e deixas um rasto de ondas na sua superfície.

Segundo a Teoria da Relatividade Geral de Einstein, que comemorou recentemente 100 anos, o espaço-tempo é um contínuo de quatro dimensões, as três que conhecemos, mais o tempo. Os objectos, qualquer que seja a sua massa, conseguem distorcer este “tecido” de espaço-tempo, fenómeno esse que explica a força da gravidade, e que provoca as ondas gravitacionais.

Contudo, estas ondas são, do ponto de vista prático, incrivelmente fracas e só objectos massivos, como uma estrela de neutrões, dotados de grande aceleração, teriam capacidade de provocar ondas no espaço-tempo capazes de serem identificadas a partir da Terra.

A busca das ondas gravitacionais

Apesar de permanecer por provar do ponto de vista prático, a teoria é geralmente aceite pela comunidade científica, inserida na Teoria da Relatividade Geral de Einstein. Mas há muitos anos que se tenta demonstrar a existência destas ondas e finalmente provar a última parte da Teoria da Relatividade Geral.

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E o facto de as ondas serem incrivelmente pequenas é um dos principais factores que tem impedido a sua identificação. Em 2014, investigadores a trabalhar no telescópio BICEP2 junto ao Polo Sul anunciaram que tinham descoberto evidências da existência destas ondas ao observar o Universo primitivo. Mas, mais tarde, tiveram que desmentir o comunicado, ao aperceberem-se de que os sinais eram de facto causados por poeira cósmica.

Apesar da intensidade reduzida destas ondas, há esperança de que a equipa no LIGO tenha conseguido de facto provar a sua existência. Os investigadores trabalham com um interferómetro laser, capaz de detectar as mais pequenas e imperceptíveis alterações. Apesar de operar há já mais de uma década e de nunca ter conseguido provar a existência das ondas gravitacionais, o recente upgrade do aparelho para o Advanced LIGO pode ter sido determinante para o anúncio que, se antecipa, ocorra amanhã.

Após a conferência teremos a certeza sobre se houve fumo branco na busca pela prova da última teoria de Einstein, e teremos um artigo a explicar todo o impacto da eventual descoberta da existência das ondas gravitacionais.

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