Praticamente todos os nomeados aos Óscares já estão em sites de pirataria

Entre os 37 filmes nomeados, quase todos estão já acessíveis através de sites piratas.

O actual modelo de distribuição dos filmes precisa de ser revisto. Num mundo globalizado pela Internet, começa a não fazer sentido este circuito em que uma produção cinematográfica passa primeiro pelas salas de cinema antes de chegar ao mercado doméstico (DVD, televisão…)

Não só nem todos os filmes merecem uma ida à sala de cinema (até porque esta é uma experiência cada vez mais cara), como muitas vezes as pessoas não querem esperar pela exibição dos produtos cinematográficos no grande ecrã por esta demorar demasiado tempo relativamente ao país de origem dos mesmos. Veja-se o caso de The Revenant, um dos filmes que mais preencheu as redes sociais ao longo do último mês e picos. Protagonizado pelo Leonardo DiCaprio e realizado por Alejandro González Iñárritu, estreou nos Estados Unidos no final de 2015 e só esta semana chegou às salas portuguesas.

The Revenant é apenas um dos nomeados aos Óscares que a pirataria se encarregou de distribuir pelo mundo inteiro antes das próprias distribuidoras. Graças aos sites que ilegalmente partilham conteúdos protegidos por direitos de autor, é hoje possível assistir a filmes no conforto do sofá de casa pouco depois de estarem prontos e/ou mesmo antes da estreia nas salas de cinema.

Segundo o site TorrentFreak, entre os 37 filmes nomeados para os Óscares, quase todos (95%) estão já acessíveis através de sites piratas. De fora ficam apenas as curtas-metragens e os filmes estrangeiros (leia-se não-americanos). A maioria dos filmes está disponível em qualidade DVD ou Blu-ray, uma vez que resultam de cópias enviadas a críticos, jurados de prémios e outros profissionais da indústria do cinema. Mas nem todas as versões piratas são de boa qualidade, é o caso do novo Star Wars.

A persistência da pirataria em durar e a proliferação de cada vez mais plataformas de streaming legal, como o Netflix, são a prova de que as pessoas querem ter controlo sob a distribuição dos conteúdos. Por exemplo, o Netflix, que está disponível globalmente, consegue num determinado dia distribuir um filme para o mundo inteiro. Beasts Of No Nation, a primeira produção cinematográfica do Netflix, pode ser visto em qualquer parte do mundo, quando e no ecrã que o assinante quiser.

Partilha nas redes sociais:
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

Contribui para o Shifter para mais artigos como este:

2 €/mês

5 €/mês

10 €/mês

15 €/mês

Donativo

Artigos Relacionados

Junta-te à Comunidade
Jornalismo é aquilo que fazemos todos juntos. Entra na Comunidade Shifter e faz parte da conversa.
Sabe mais
Em teste

Bem-vind@ ao novo site do Shifter! Esta é uma versão beta em que ainda estamos a fazer alguns ajustes.Partilha a tua opinião enviando email para comunidade@shifter.pt