“Fucking unbelievable”, é assim a nova coqueluche do jazz


 
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Mozart, Chopin, Booker T. Jones, Jason Becker ou Barry White todos têm uma coisa em comum, o estatuto de prodígio que desde muito cedo os acompanhou. O talento sobrenatural e precoce garantiu-lhes um estatuto perpétuo na música. Mas hoje, como sempre, continuam a existir aqueles que marcam a diferença pelo talento. E este é um desses casos.

Jacob Collier é um jovem inglês de 21 anos que cresceu rodeado de instrumentos, no meio de uma família de músicos. A paixão pela música era tão natural que acabou por ingressar na Royal Academy of Music para estudar jazz, especializando-se em piano. Mas onde Jacob se destacou mesmo foi no YouTube.

O caso não é único, Justin Bieber, Greyson Chance ou Cody Simpson são três produtos descobertos no mesmo site, mas há diferenças entre os quatro. O pop que uniu os três acima não foi o mesmo que convenceu Collier e, mantendo-se fiel às suas origens, o britânico encostou-se ao jazz, groove, folk, A cappella, pegou em temas que marcaram a sua infância como “PYT” de Michael Jackson, ou “Don’t You Worry About a Thing” de Stevie Wonder e deu-lhes o seu toque.

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Com um modus operandi diferente do habitual, apostando num one-man show, Collier filma cada instrumento com uma GoPro e mostra ao mundo a sua versatilidade. E mesmo que os níveis de popularidade não se comparem aos do canadiano Bieber, foram suficiente para o lendário Quincy Jones decidir tornar-se seu manager e mentor.

Apelidado pelo The Guardian como “o novo messias do jazz”, e com elogios de grandes nomes como David Crosby – “Fucking unbelievable“, Steve Vai – “Blown away“, Herbie Hancock – “Wow!! Jacob, your stuff is amazing” ou Jamie Cullum – “Talent oozing out of every pore“, Jacob Collier é, definitivamente, um nome a ter em conta para os próximos anos.

Texto de: João Carvalho
Editado por: Tiago Neto

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