Silicon Valley está a consumir LSD. Porquê?


LSD

Ao que parece há novo material de trabalho em Silicon Valley. E não são canetas nem agrafadores, novos portáteis ou impressoras futuristas. É LSD. Sim, a droga sintetizada por Albert Hoffman em 1938 e referida subliminarmente pelos Beatles na famosa cantiga Lucy in the Sky with Diamonds.

O rumor é velho mas a notícia está a espalhar-se. Várias publicações norte-americanas noticiaram, no final do passado mês de Novembro, que, segundo alguns testemunhos, os quadradinhos de papel psicadélicos se estariam a popularizar pelos escritórios daquela região californiana.

De acordo com a Rolling Stone, a droga está a ser tomada em microdoses – um décimo da dose normal –, de maneira a evitar que se avistem gaivotas bailarinas e elefantes cor de rosa a flutuar pelos céus. Desta forma, as consequências do consumo do LSD parecem ser bastante benéficas à produtividade. Martijn Schirp, um adepto desta forma de consumir a droga psicadélica e um dos autores do site High Existence, escreve que as microdoses despontam efeitos físicos e psicológicos que estimulam a produtividade através de aumentos na capacidade de concentração, claridade emocional ou através realces das capacidade de compreensão.

Na reportagem Sex Drugs & Silicon Valley da CNN, surgem relatos dos efeitos práticos da droga:

“Houve uma situação que me levou a trabalhar num problema durante mais de um mês, tomei LSD e instantaneamente percebi: ‘Espera, o problema está no hardware. Não é um problema de software, de todo'”, disse Kevin Herbert, um trabalhador da Cisco à CNN.

O fenómeno não é novo e a técnica da microdosagem já foi alvo de investigação científica. O psicólogo James Fadiman, autor do Psychadelic Explorer’s Guide recomenda o consumo a cada 4 dias, de manhã, antes de começares o teu dia de trabalho de forma a “sentires um pouco mais de energia, um pouco mais de introspecção”como explica Rick Doblin à Rolling Stone. Steve Jobs chegou a assumir o consumo de LSD e os tempos apontam para uma abertura cada vez maior face ao assunto.

Podes ouvir o Dr. James Fadiman sobre o assunto aqui.

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