Esta seringa é capaz de estancar ferimentos de bala em 20 segundos

Pode salvar muitas vidas num país como os Estados Unidos, onde, em média, há mais do que um atentado por dia.

Um novo dispositivo, capaz de estancar hemorragias muito rapidamente, foi recentemente adicionado ao arsenal de emergência das ambulâncias norte-americanas.

Quem o anunciou foi a agência governamental americana Food and Drugs Administration, que é responsável pelo controlo de alimentos, medicamentos, equipamento médico entre outros produtos com implicações na área da saúde.

O dispositivo em questão, conhecido como XSTAT 30, contém em si 92 esponjas comprimidas de celulose com 9,8 mm de diâmetro, cobertas com uma camada absorvente e coagulante. Em contacto com sangue estas esponjas expandem-se até dez vezes o seu tamanho original, preenchendo o ferimento por completo e criando assim uma barreira física que impede o fluxo sanguíneo. A quantidade de esponjas necessária para estancar o sangue eficazmente varia de acordo com as dimensões e profundidade da ferida, sendo que podem ser utilizados até três dispositivos destes por paciente.

Segundo o comunicado, o “XSTAT 30 é permitido para utilização em pacientes que se encontrem em risco de vida, sujeitos a um iminente choque hemorrágico assim como em feridas em junções não compreensíveis, quando não é possível providenciar tratamento definitivo dentro de minutos numa instituição médica. O XSTAT 30 não é indicado para utilização em certas partes do peito, abdómen, pélvis ou tecidos acima da clavícula”.

Este dispositivo não vem substituir o garrote (ou torniquete), habitualmente utilizado em casos de hemorragia para aplicar pressão e limitar a circulação sanguínea, mas antes servir de complemento, em particular nas áreas onde este não é tão eficaz como é o caso “das virilhas e das axilas”.

O anúncio chega após a utilização bem sucedida deste instrumento por parte do exército americano desde Abril deste ano. Mas é claro o potencial desta tecnologia para salvar também vidas civis, isto porque segundo o instituto de investigação cirúrgica do exército do Estados Unidos da América, “30 a 40 por cento das mortes civis por lesões traumáticas resultam de hemorragias. Destas, 33 a 56 por cento ocorre antes do paciente chegar a um hospital”.

É um novo dispositivo que poderá fazer a diferença entre a vida e a morte para milhares de pessoas, especialmente nos Estados Unidos onde só em 2015 já houve 353 atentados armados.

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  • O Pedro Almeida é redactor de ciência do Shifter. Completou recentemente um mestrado integrado em Engenharia Física pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

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