E se o YouTube se transformasse num “Netflix”?


A fórmula mágica do Netflix para captar subscritores envolve um catálogo de filmes e séries já estabelecidas no mercado condimentado com bom conteúdo original. A mesma estratégia está a ser seguida por concorrentes como a Amazon Prime Video e o Hulu; e, conforme reporta o Wall Street Journal, também o YouTube quer entrar no mesmo jogo.

O YouTube lançou há pouco tempo o YouTube Red, um plano de 9,99 dólares por mês (só está disponível nos EUA) que remove a publicidade dos vídeos, oferece modo offline e permite reprodução sem a app activa. Mas, muito em breve, o YouTube Red pode vir a tornar-se num serviço de streaming a sério, semelhante ao Netflix.

O YouTube tem mantido reuniões com representantes de estúdios de Hollywood e outras empresas produtoras de conteúdos com fim de negociar a aquisição de direitos de filmes e séries para distribuição através do Red. A ideia é, ao que parece, conteúdos de outras produtoras serem disponibilizados em exclusivo ou não no YouTube. Simultaneamente, a empresa quer apostar – como, aliás, já anunciado pela própria – em produtos originais, com alguns dos nomes da “casa”, como o sueco Felix Klellberg, conhecido por PeeDiePie.

O cenário de o YouTube Red se transformar numa espécie de “Netflix” não é totalmente estranho. A Google, empresa que detém o YouTube, tem milhares de filmes e séries disponíveis para compra e aluguer no seu Google Play Movies e esse mesmo catálogo pode vir a ser partilhado parcialmente pelo YouTube, ficando acessível pelos 9,99 dólares mensais.

O mercado global de streaming deverá ultrapassar a fasquia dos 50 mil milhões de dólares de receitas em 2020, segundo as mais recentes estimativas publicadas pela Digital TV Research.