O CEO da Amazon deu um “baile” a Elon Musk

Com um enorme aparato mediático por detrás, a SpaceX de Elon Musk bem tentou aterrar um foguetão espacial, mas não consegui-o. Agora, do nada, aparece o CEO da Amazon, Jeff Bezos, e a sua “desconhecida” Blue Origin a dizerem que conseguiram realizar essa aterragem aparentemente difícil.

Ora, mas por que é que aterrar um foguetão é assim tão importante? Porque vai permitir reduzir significativamente os custos das missões espaciais. Quando um foguetão é lançado para o espaço, ele cai depois algures na superfície terrestre, não sendo reaproveitado. O foguetão leva no seu interior a nave e essa é que prossegue a viagem; o resto serve apenas para “acompanhar” a nave à saída.

A Blue Origin, empresa espacial do fundador da Amazon, Jeff Bezos, fez o que até aqui parecia pouco provável: enviar um foguetão para o espaço e trazê-lo de volta para terra firme. E criou uma conta no Twitter para fazer inveja a Elon Musk:

O vídeo que Jeff Bezos refere no seu tweet é este:

Elon Musk não tardou a congratular a equipa da Blue Origin:

E deu os parabéns mesmo tendo, provavelmente, consciência das diferenças entre as tentativas falhadas da SpaceX e deste sucesso da Blue Origin. Ora, o foguetão do executivo da Amazon só atingiu a camada suborbital da Terra, a 100 km de altitude, e chegou a uma velocidade máxima de 4 600 km/h durante a descida. Por seu lado, os foguetões da SpaceX têm saído da órbita terrestre e têm descido a velocidades de 12 000 km/h. Outra diferença está no local de aterragem: a SpaceX tentou fazê-lo em pleno mar, enquanto que a Blue Origin optou por terra firme.

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Mas quem leva o “troféu” de primeiro foguetão reutilizado para casa não é Elon Musk, mas sim Jeff Bezos – um reconhecimento que claramente aproveita o mediatismo em torno da SpaceX para dar a conhecer a não tão mediática Blue Origin. A aterragem agora conseguida serviu para a empresa de Jeff Bezos testar o seu New Shepard, que consiste num foguetão B3-E e numa cápsula para passageiros.

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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