Anonymous declaram guerra ao Estado Islâmico depois dos ataques em Paris

Os Anonymous voltaram a ameaçar o Estado Islâmico, depois dos ataques de 13 de Novembro cometidos pelo mesmo. Num vídeo publicado no YouTube, um alegado porta-voz do grupo, com o rosto coberto pela simbólica máscara de Guy Fawkes, deixou o aviso: “Esperem uma reacção maciça dos Anonymous. Vamos lançar a maior operação jamais realizada contra vocês, podem esperar um enorme número de ataques cibernéticos.”

Num vídeo dirigido aos jiadistas, o hacker diz ainda que “vamos caçar-vos, como temos feito desde os ataques ao Charlie Hebdo”, referindo-se à guerra desencadeada pelo grupo após o ataque à redacção do jornal satírico Charlie Hebdo em Janeiro deste ano, que culminou com a denúncia de inúmeras contas de redes sociais associadas a membros do Estado Islâmico.

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“Os franceses são mais fortes que vocês e vão sair desta atrocidade ainda mais fortes”, disse o porta-voz no vídeo, que não foi publicado no canal de YouTube oficial do grupo. Contudo, um tweet de uma conta oficial dos Anonymous disse que eles estão em guerra com os Daesh (outro nome para Estado Islâmico): “Não se enganem: #Anonymous está em guerra com o #Daesh. Não pararemos de nos opor ao #IslamicState. Somos também melhores hackers. #OpISIS”, lê-se.

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Em Janeiro, depois do massacre no Charlie Hebdo, os Anonymous terão desmantelado cerca de 150 sites associados ao Estado Islâmico, atacado mais de 100 mil contas no Twitter e deitado abaixo 5900 vídeos de propaganda extremista. Os Anonymous reclamam ainda ter conseguido interceptar um grupo de hackers pró-Estado Islâmico, o CyberCaliphate, suspeito de usar várias contas de Twitter a partir de uma morada de IP localizada no Kuwait.

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Desta vez, os hackers do Anonymous parecem querer repetir a dose. Uma nova lista de 100 mil contas de Twitter foi publicada no Pastebin e deverá ser “abatida” pelo grupo nos próximos dias.

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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