Spotify é a segunda maior fonte de receita de música digital para as editoras na Europa

Apesar das enormes perdas anunciadas em Maio, a plataforma sueca de música continua a crescer. Presente em 58 países, com mais de 75 milhões de utilizadores – dos quais 20 milhões são pagantes – o Spotify tem, mesmo com a concorrência de outros serviços, uma importância determinante na indústria. “Pagamos cerca de 70% das nossas receitas aos detentores dos direitos da música.”

De facto o crescimento foi tal que, neste momento, é já a segunda maior fonte de receita de música digital para as editoras da Europa como explicou Yann Thebault, director do Spotify para o sul da Europa, numa entrevista ao Público. “Apesar de não revelarmos todos os pormenores do nosso modelo de negócio, é importante referir que as receitas tanto do serviço gratuito, como da publicidade e dos nossos subscritores, geram mais dinheiro para a indústria da música.”

Thebault considera por isso que o Spotify é o futuro, ignorando personalidades como Taylor Swift ou Thom Yorke que acusaram a empresa sueca de exploração. Pelo contrário, o francês acredita que “Ao trazer ouvintes para o nosso serviço gratuito, patrocinado por publicidade, estamos a migrá-los para longe da pirataria e de plataformas menos legítimas, permitindo-lhes que gerem muitos mais direitos do que aqueles que alguma vez gerariam.”

Em consequência, a quebra com o serviço [como Taylor Swift, que abandonou o Spotify] “não só aliena os fãs, como contribui para a pirataria. O nosso objectivo é ter toda a música possível no Spotify. Já vimos que os fãs que querem ouvir em streaming não compram as canções ou os álbuns”.

Assim, e para garantir um crescimento contínuo e assegurar alternativas à obtenção ilegal de música, a plataforma de stream – Premium e não – vai lançar novas funcionalidades e conteúdos “Estamos a falar de conteúdos que incluem entrevistas exclusivas ou sessões de música intimistas com artistas, e também de entretenimento de parceiros como a ABC, a Comedy Central, a Condé Nast Entertainment, a ESPN, a Fusion, a Maker Studios, a NBC, a TED e a Vice Media.”

Activo desde 2008, e com o Apple Music na concorrência desde Junho deste ano, o Spotify vai definitivamente continuar à procura de proporcionar experiências únicas aos utilizadores, bem como impulsionar a indústria “Fomos bem-sucedidos ao aumentar as receitas para os artistas e editoras em cada país onde operamos (…) E, à medida que continuamos a crescer, temos a expectativa de conseguir gerar muitos milhares de milhões em direitos.”

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  • O Tiago Neto escreve sobre música no Shifter. É estudante de Ciências da Comunicação e da Cultura na Universidade Lusófona, em Lisboa.

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