Faça-se história: 16/01/2016 é dia de Orelha Negra no CCB


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João Gomes, Francisco Rebelo, Fred, Sam The Kid e Dj Cruzfader dão vida a um dos projectos musicais mais empolgantes dos últimos anos. Os Orelha Negra são, desde a génese, um laboratório de talento individual que, em conjunto, desafiou os limites e barreiras da indústria. Samples, snares, loops e scratch substituem a voz e lançam um desafio impossível ao público: não gostar.

Estávamos em 2010 quando “A Cura” entrou de rompante a revelar o primeiro disco homólogo do quinteto. O choque foi imediato. Nunca cá dentro se tinha ouvido algo assim. E, pensando bem, lá fora também não. A mistura mecânica das MPC’s e das turntables com o contraste humano do baixo e o compasso da bateria, deixaram multidões viciadas.

A receita funcionou, mesmo para quem não gostava de hip hop convencional. Para os cépticos, para todos aqueles que foram apanhados de surpresa. Como é algo assim podia funcionar? Que conceito é este? O disco foi apresentado ao vivo e seguiu-se um período de absorção e devoção que empurrou a banda para o segundo disco.

Para trás ficaram “M.I.R.I.A.M“, “A Força Da Razão“, “Futurama” ou “We’re Superfly“.

2012. Convencidos sobre o talento e crentes em todas as coisas Orelha Negra, o segundo álbum estava a chegar. “Throwback” foi um murro no estômago. Quebrou recordes, deixou-nos em suspenso. Era expectável que, depois de um primeiro single daquele nível, houvesse algum factor de desilusão. E o peito apertou, quando o disco saiu, em Maio desse ano. Mas não, não houve desilusão.

Era o 2-0 definitivo do quinteto. “Juras?“, “Polaroid“, “Round4 Round” (de onde saiu o sample da “Solteiro“), “24/7” ou “Luta” tinham nível e raça suficiente para se entranharem na pele. Mas a verdadeira dependência dos Orelha Negra não se injecta em casa. É nos concertos que Sam, Cruz, Fred, Xico e Gomes nos ensinam a gostar de música.

Foi assim com a apresentação dos dois primeiros álbuns. Foi assim no MEO Sudoeste quando seguraram, sem falhar, a pulsação das mais de 30 mil pessoas que tinham acabado de assistir a Snoop Dogg (Snoop Lion na altura). Os Orelha são um animal de palco, é esse o seu habitat. E é precisamente aí que vão voltar, a 16.1.16, no CCB, com um concerto de apresentação do novo trabalho.

A estreia (no grande auditório) lisboeta marca o regresso da banda ao trabalho, três anos depois, no mesmo sítio onde foi apresentado o segundo disco. O conceito é único e insere-se no ciclo CCBeat, uma co-produção Radar dos Sons e Centro Cultural de Belém. Espera-se por isso casa cheia, num espectáculo que terá inicio às 21 e onde o público será, mais uma vez, o juiz de qualidade.

Os bilhetes estão disponíveis através da bilheteria do CCB, na Ticketline e nos locais habituais. Os preços variam entre os 7.50 euros e os 30 euros.

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