Nudez na Playboy? Isso é passado

Nudez na Playboy

A Playboy vai transformar-se. A publicação americana anunciou que irá deixar de publicar fotografias com nudez integral.

Lá dizia o poeta: “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. E, ao que parece até a mítica Playboy sucumbe ao tempo, às tendências, e ao poder e à facilidade de acesso da internet. Scott Flanders, CEO da companhia, fez-se notar dizendo que “agora estamos a um clique de distância de todo o contexto sexual possível”. Ao que parece já não faz mais sentido competir com um universo erótico que é digital e é gratuito.

A circulação da revista nos EUA era, em 1970, de 5.6 milhões de unidades, nos dias de hoje os exemplares em circulação não são superiores a 800 mil unidades. Uma queda substancial de vendas que é, com certeza, uma das razões para o reposicionamento estratégico da revista ,que quer agora impactar um público mais jovem.

Os responsáveis pela Playboy americana disseram ao The New York Times que a nudez na revista não se coaduna com os tempos correntes, onde o meio digital é claramente rei. “Mesmo as publicações respeitadas, como é o caso da Playboy, perderam alguns valores comerciais, poder de choque e a sua relevância”, dizem. Esclarecem ainda que a revista continuará, obviamente, a ter imagens que remetem ao erotismo e ao cariz sexual, apenas a nudez não será mais explícita.

A decisão foi tomada durante o último Setembro e contou com o aval do fundador, e actual editor-chefe, Hugh Hefner, que já conta com 62 anos de casa.

Em relação às edições da Playboy em outros países, não há qualquer informação oficial sobre o tópico. Entretanto, a revista pela qual Marilyn Monroe ou Sharon Stone deram a cara, e o corpo, e que alimentou o imaginário masculino durante tanto tempo vai mesmo mudar. Permanece, talvez, imutável em espírito.

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  • A Mara Bento é redactora de ciência e cultura do Shifter. Estuda Publicidade e Marketing na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa.

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