Nova formação, nova música, novo álbum. Os Bloc Party regressaram


Bloc Party regresso

Os Bloc Party sofreram várias mudanças nos últimos anos. Depois do baterista Matt Tong ter abandonado a banda em 2013, um ano após o lançamento de Four, o quarto álbum da banda, também Gordon Moakes, baixista, seguiu o mesmo caminho este ano para se dedicar exclusivamente a Young Legionnaire, banda que criou em 2009.

Assim, dos quatro membros que compunham a formação original, apenas Kele Okereke e Russel Lissack continuaram no projecto. A eles, juntaram-se no baixo e na bateria, respectivamente, Justin Harris e Louise Bartle. Com uma nova formação, os Bloc Party estão a preparar o seu quinto álbum, Hymns, a ser lançado no próximo ano.

“The Love Within” é a primeira amostra do novo disco e a primeira prova de fogo da nova formação de banda. Apesar dos poucos concertos dados até à data terem merecido o entusiasmo e a aprovação de público, é com este quinto álbum que vamos poder perceber se os Bloc Party conseguem resistir à saída de dois elementos fundamentais — há, para além de Matt Helders, algum baterista indie dos anos 00 tão marcante como Matt Tong?

Ao longo dos seus quatro minutos e meio, “The Love Within” pode trazer-nos uma sensação de nostalgia agradável à primeira audição. A voz de Kele está presente da forma a que este nos habituo e a sonoridade da banda mantém-se relativamente a mesma. Apesar de uma aposta maior em sintetizadores — maior ainda do que em Four ou em Intimacy — e da falta de guitarra eléctrica, as melodias e a forma como estas contribuem para a canção não diferem muito do resto do trabalho da banda londrina. No entanto, rapidamente nos apercebemos da composição preguiçosa e do desenvolvimento desinteressante da música.

Apesar de um regresso destes ser sempre uma boa notícia, será preciso mais do que “The Love Within” para que os Bloc Party ganhem novamente a confiança dos fãs e voltem a ser a banda que um dia já foram e aspiraram ser.

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