Mark Zuckerberg continua a falar mandarim

falar mandarim

Um ano depois, Mark Zuckerberg fala melhor mandarim. Pelo menos é o que diz quem percebe da coisa. O CEO do Facebook ganhou mais vocabulário e melhorou a fluência de discurso naquela língua, numa altura em que o Facebook continua a reunir esforços para crescer na China.

A primeira vez que ouvimos Mark Zuckerberg a falar mandarim foi há um ano, quando o executivo participou numa sessão de perguntas e respostas com alunos da Universidade de Tsinghua, em Pequim, durante a qual falou cerca de 20 minutos.

 

Zuckerberg começou a aprender mandarim em 2010 e um dos motivos para tal foi o facto da família de a sua mulher (Priscilla Chan) ser chinesa. Outro é a China ser um mercado interessante para a Facebook – a rede social está impedido neste país onde está bloqueado desde 2009. Para anunciantes e marcas, o eventual desbloqueamento seria uma oportunidade para expandirem as suas receitas e o seu território de comunicação. No ano passado, o Facebook abriu um escritório de vendas em Beijing, também a pensar nos muitos programadores que tem na capital chinesa.

Este ano, o fundador do Facebook visitou novamente a Universidade de Tsinghua, mas não promoveu uma sessão de perguntas e respostas. Em vez disso, discursou – um discurso que pessoalmente considerou “muito especial”. “Foi a primeira vez em qualquer língua que partilhei como comecei a pensar na missão do Facebook, o que me fez continuar a aceitar desafios e o que a nossa missão significa agora que temos uma comunidade de 1,5 mil milhões de pessoas”, escreveu no seu perfil.

Apesar de melhor, o mandarim de Zuckerberg está longe de perfeito. O sotaque norte-americano continua presente, fazendo que nem todas as partes do discurso sejam perceptíveis pelos falantes de mandarim. Mas o CEO do Facebook tem as características de um bom aluno de línguas: a perseverança em querer aprender, a aceitação de erros inevitáveis e a audácia de improviso.

 

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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