A fórmula do viral, segundo Adele e Drake

Segunda-feira, 19 de Outubro. A semana começa com Drake a tomar a Internet com um novo vídeo e ao ritmo do chá-chá-chá. Sexta-feira, 23 de Outubro. A semana termina com o novo vídeo/canção de Adele, “Hello”, e a sua associação óbvia ao clássico de Leonel Ritchie.

“Tão F Á C I L”, pensei. Sim, parece fácil. Tal como pareceu fácil a Messi fazer isto a Jérôme Boateng num dos mais memoráveis momentos/gifs/memes do ano. De certa forma, tal como “Friday” de Rebecca Black ou “Gangnam Style” de PSY, o momento mágico de Messi foi inocente, os vídeos/canções de Drake e Adele não.

Tudo terá começado há 8 anos, com “In Rainbows” e o paga-o-que-quiseres-pelo-novo-LP-dos-Radiohead. Foi grande, disruptivo, brilhante. A banda fez mais dinheiro e chegou a mais pessoas do que em qualquer um dos discos anteriores. Em 2007, a Internet já era gigante, mas as redes sociais arrepiavam caminho. O Myspace e o Hi5 ainda eram relevantes.

Anos depois, com “Suburbs”, os Arcade Fire elevariam a fasquia e tornavam-se numa das primeiras bandas a perceber o potencial da Internet no geral e das redes sociais em particular. Projectos como Odd Future, Kanye West, OK Go e até Jack White aproveitavam o balanço com alguns resultados. 

Não custa perceber que as novas edições de artistas ligados às majors, vão explorar mais e mais este tipo de estratégia e tentar tomar a Internet. Sim, aquela formula do viral que as marcas têm tentado encontrar desde os primórdios. Mas não me interpretem mal: nem todos são Adele ou Drake. O mais provável é ninguém querer saber do vosso “conteúdo viral”.

Obrigado e abraço!

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