Nexbit Robin é um telemóvel que vive na nuvem


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Em 2012, três veteranos do Android, que trabalharam na Google e na HTC, juntaram-se e fundaram a Nexbit. Dois anos depois, estavam a receber 18 milhões de dólares de investimento para criarem algo… algo secreto. Hoje, a cortina levantou-se e ficámos finalmente a conhecer o que manteve Tom Moss, Mike Chan e Scott Croyle ocupados nos últimos meses.

Chama-se Robin e é um telemóvel com tantos gigas de armazenamento que vai ter sempre espaço para as tuas fotos, vídeos, músicas, apps, jogos… Na verdade, são 32 GB de armazenamento interno, que podem ser expandidos com até 100 GB em cloud. A ideia é repartir os conteúdos entre cada tipologia de armazenamento, de forma a que os menos usados fiquem guardados só na nuvem.

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Esta gestão é feita pelo próprio equipamento, que ao longo do tempo vai aprendendo sobre o utilizador para decidir o que mantém no telemóvel e o que arruma, de forma segura, nos servidores da Robin. Por exemplo, imagina que queres gravar um vídeo, mas o armazenamento interno está praticamente cheio. O Robin vai começar a mover os ficheiros originais das tuas fotos para a cloud, deixando localmente uma cópia de baixa resolução. Ao mesmo tempo, apps que uses menos frequentemente vão ser removidas do telemóvel, sendo o seu icone susbtituído localmente por uma versão cinzenta do mesmo, enquanto um backup é mantido na nuvem. Da próxima vez que queiras ver essa foto ou usar aquela app, só tens de clicar no respectivo thumbnail/ícone que ficou no dispositivo para a recuperares da cloud, no estado em que a deixaste.

Este fluxo bidireccional e constante de fotos, vídeos, apps e outros conteúdos entre o disco interno do telemóvel e o servidor na cloud não é a única característica do Robin, mas aquela que diferencia o telemóvel da concorrência. Porque, de resto, ele tem aquilo a que estamos habituados a ver em equipamentos de gama média-alta: ecrã Full HD de 5,2 polegadas, processador Snapdragon 808, 3 GB de memória RAM, câmara traseira de 13 megapixels e frontal de 5, bateria de 2680 mAh, ligação USB-C e leitor de impressões digitais.

O Robin corre uma cópia do Android personalizada pela Nextbit, o que não é de estranhar dado o background dos fundadores. Tom Moss e Mike Chan trabalharam na equipa Android, da Google, e Chan até passou pela Apple. O director de produto é Scott Croyle, ex-líder de design da HTC e responsável pelos bem sucedidos HTC One M7 e M8. (Com uma equipa experiente como esta, não é de estranhar que a Google Ventures e a Accel Partners tenham investido 18 milhões de dólares, logo de início.)

A Nextbit quer garantir que o Robin tem sempre a versão mais recente do Android, pelo que espera começar a comercializá-lo já com o 6.0 Marshmallow. A venda deverá arrancar em Janeiro do próximo ano, sendo que o preço final ronda os 400 dólares.

Para já, o Robin pode ser adquirido por 300 dólares numa campanha de crowdfunding no Kickstarter que está a decorrer neste momento. O objectivo são 500 mil dólares, valor já ultrapassado devido aos mais de 1 500 contribuidores. Disponível em duas cores, menta e azul-escuro, o telemóvel apresenta um design rectangular e “certinho” – leia-se praticamente simétrico.

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O Robin é um telemóvel que vive na nuvem – uma vantagem competitiva importante, numa altura em que o aviso “espaço quase cheio” praticamente faz parte do nosso dia-a-dia. Por um lado, os telemóveis têm câmaras cada vez melhores, pelo que as fotos e os vídeos que fazemos representam um peso maior nos limitados 16/32 GB de armazenamento interno de que dispomos. Por outro lado, as apps também estão a ficar mais pesadas, à medida que os programadores introduzem mais frameworks e alargam o suporte para mais resoluções de ecrãs. Se serviços como o Google Photos no Android já ajudam a “criar” espaço livre, uma abordagem semelhante para apps como a que o Robin propõe é inteligente.

Podes conhecer melhor a Nextbit no seu site oficial, no Twitter e no Facebook. Entretanto, nao te esqueças de passar pelo Kickstarter do Robin.

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