O escândalo Volkswagen: fabricante alemã aldrabou testes de emissão de gases poluentes

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A Volkswagen enganou os inspectores que efectuaram testes às emissões tóxicas produzidas por veículos da marca. Segundo um relatório da Agência de Protecção Ambiental norte-americana (EPA) emitido esta sexta, a fabricante alterou o software de alguns modelos para impedir a medição correcta das emissões, conseguindo, assim, escapar aos limites de poluição impostos por lei.

Face a estas acusações gravíssimas, a Volkswagen reagiu no domingo, confirmando tudo e emitindo um pedido de desculpas. “Pessoalmente, lamento profundamente que tenhamos quebrado a confiança dos nossos clientes e do público, disse Martin Winterkorn, presidente do grupo, em comunicado.

Entretanto, a Volkswagen está a viver um autêntico pesadelo. Aquela que é a maior fabricante automóvel do mundo viu as suas acções caírem quase 20% esta segunda-feira, a maior queda em sete anos. Significa isso que a Volkswagen perdeu 15 mil milhões de euros, valendo agora 61 mil milhões.

Martin Winterkorn disse que a empresa está a cooperar com a EPA e, ao mesmo tempo, a fazer uma investigação interna. A Volkswagen arrisca-se a uma multa que pode chegar aos 18 mil milhões de dólares, isto é, por cada veículo que se verifique esteja em incumprimento dos limites de emissões tóxicas, a empresa pode ter de pagar 37 500 dólares.

De acordo com a EPA, há vários veículos com motores a diesel de quatro cilindros com a marca Volkswagen e Audi, produzidos desde 2008, nesta situação. A Volkswagen suspendeu as vendas desses automóveis, bem como dos modelos de 2015 e 2016 equivalentes.

A agência norte-americana acrescenta que, durante a condução normal, estes carros iriam poluir 10 a 40 vezes acima dos limites legais.

Entretanto, os Estados Unidos vão estender a investigação sobre manipulação das emissões poluentes a outras fabricantes. A EPA e a CARB, organismo homólogo californiano, iniciaram testes a veículos a diesel de outras marcas para detectar a presença de possíveis softwares maliciosos semelhantes ao detectado nos automóveis da Volkswagen.

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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