Brillo é um sistema operativo para tornar a tua casa inteligente


A Google anunciou ontem, no seu I/O, o Brillo, um sistema operativo para um mundo onde todos os dispositivos electrónicos comunicam entre si. O Brillo vai dar vida a portas, aspiradores, frigoríficos, máquinas de lavar, lâmpadas… enfim, aos electrodomésticos (pequenos ou grandes) lá de casa.

No fundo, o Brillo é a proposta da Google para a Internet das Coisas, um nome feio que ilustra um futuro incrível. Um futuro em que todos os equipamentos da tua casa estão ligados à net e, assim, “conversam” uns com os outros. Vais poder controlar a tua casa inteira através do telemóvel e colocar tudo a funcionar de forma inteligente.

Conforme esclareceu Sundar Pichai no I/O, o Brillo é uma derivação do Android, foi polido até às camadas mais “fundas”/”escondidas” do mesmo, de forma a criar um software adaptado à Internet das Coisas. Uma versão do Brillo para programadores vai estar disponível na terceira metade deste ano.

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O Brillo pretende consumir poucos recursos ao nível do hardware, o que vai permitir colocá-lo num portefólio mais alargado de electrodomésticos, garantindo, ao mesmo tempo, preços acessíveis. O sistema operativo vai ter também uma componente de segurança fácil de trabalhar, para que os diferentes fabricantes possam acrescentar a sua própria camada de protecção.

 

O Brillo não é apenas Brillo. Inclui também o Weave, uma camada de comunicação que vai permitir que os electrodomésticos a falar uns com os outros, através da cloud, e com o teu telemóvel. Pitchai diz que o Weave dá ao mundo de dispositivos inteligentes e conectados uma linguagem comum. O Weave vai chegar no quarto trimestre deste ano.

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Com o Weave e o Brillo, poderás num futuro próximo controlar a tua casa através do telemóvel: mudar a temperatura do forno, desligar as luzes, bloquear portas, activar o ar condicionado… Os telemóveis Android vão automaticamente detectar os aparelhos Brillo e Weave e pedir para se conectar a eles.

A Google é a última das empresas a anunciar intenções de entrar no mercado da Internet das Coisas, algo que acontece mais ou menos um ano depois de ter adquirido a empresa de termostatos Nest. A Samsung, a Intel ou a Huawei também estão na corrida pela Internet das Coisas.