Enorme plataforma gelada na Antártica está a desaparecer rapidamente, avisa NASA

O colosso gelado Larsen B, na Antárctica, está a derreter rapidamente e, segundo a NASA, é provável que desapareça por completo até ao final da presente década. Ala Khazendar, cientista no projecto Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA, e a sua equipa de investigação descobriram que a massa gelada está a desenvolver gradualmente enormes fendas na sua estrutura.

A mudança tem sido assustadoramente acelerada e implacável. Khazendar referiu que “embora seja cientificamente fascinante assistir, na linha da frente, ao colapso da prateleira de gelo, a notícia é péssima para o nosso planeta”“Este gigante gelado existe há mais de 10.000 anos, e irá desaparecer em breve”, acrescenta.

As prateleiras de gelo suportam os glaciares ao mesmo tempo que evitam que estes se precipitem para o oceano e transformem em água salgada. Há muito que os cientistas têm consciência do efeito das alterações climáticas no gelo antártico mas, e segundo apontam dados recentes, a situação afigura-se bem mais grave do que era expectável, num primeiro momento. Um estudo recente, publicado em Abril deste ano, revela que a velocidade a que as prateleiras gélidas da Antártica estão a desaparecer aumentou exponencialmente nas duas últimas décadas.  Ala diz que a “esperança de vida” do Larsen B está intimamente relacionada com o crescimento de uma enorme fissura que liga a plataforma de gelo a terra firme. Quando esta ceder toda a estrutura irá colapsar.

De acordo com o National Snow and Ice Data Center, o Larsen B, com cerca de 220 metros, data de há 12 milanos atrás, ou seja desde a última era glaciar terrestre. A plataforma é composta por três partes principais, que antes se julgavam estáveis. Agora o JPL (NASA) descobriu que desde o ano 2002 o degelo da massa tem sido agravado e que a velocidade a que o Larsen B está derreter aumentou aproximadamente oito vezes. Ala Khazendar acrescentou que “é realmente surprendente o facto do Larsen B estar a mudar tão rapidamente”.

As alterações climáticas estão a alterar o planeta a um ritmo assustador. A situação na Antártica é a prova física de um mundo em crescente mutação. Resta saber quais as consequêcias efectivas, a longo prazo, das alterações climáticas globais.

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  • A Mara Bento é redactora de ciência e cultura do Shifter. Estuda Publicidade e Marketing na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa.

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