Morreu Manoel de Oliveira


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Manoel de Oliveira faleceu esta manhã aos 106 anos. Era considerado o mais velho realizador do mundo em actividade. E ainda o único realizador vivo que tinha assistido à passagem do cinema mudo ao sonoro e do cinema a preto-e-branco ao colorido.

Em Dezembro do ano passado, Manoel de Oliveira foi homenageado no Porto, no âmbito do festival Porto/Post/Doc, que o Shifter acompanhou de perto. “O problema é só este: o país tem (inexplicavelmente) um cineasta demasiado grande para o tamanho que tem. E, portanto, das duas uma: ou alargam o território ou encurtam o cineasta” , as palavras são do realizador João César Monteiro. Lê a reportagem aqui.

Autor de mais de cinquenta filmes, Manoel de Oliveira nasceu no Porto a 11 de Dezembro de 1908, no seio de uma família da alta burguesia nortenha. Nos primeiros anos da carreira, filmou vários documentários. O primeiro data de 1931, intitula-se Douro, Faina Fluvial e fala da faina no Rio Douro.

Só em 1942 se aventurou na ficção com a adaptação do conto Os Meninos Milionários, de João Rodrigues de Freitas, ao grande ecrã. Aniki-Bobó, também de 1942, não teve na altura grande sucesso comercial, mas com o passar do tempo tornou-se um dos seus filmes mais conhecidos. Manoel de Oliveira foi autor também de filmes como Non, Ou A Vã Glória De Mandar, A Divina Comédia, A Caixa, Vale Abraão, Inquietude, O Princípio da IncertezaO Estranho Caso de Angelica ou O Gebo e a Sombra.

A última obra é uma curta-metragem. O Velho do Restelo estreou no Porto/Post/Doc.

(foto: Luísa Sequeira)

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