9 novas confirmações para o Bons Sons 2015


O cartaz do Bons Sons 2015 está mais preenchido: Carlão, Long Way To Alaska, Duquesa, Criatura, Eduardo Roan, João Berhan, Éme, Timespine e Xaral’s Dixie são as novas confirmações para o festival que se realiza na aldeia de Cem Soldos, perto de Tomar, de 13 a 16 de Agosto.

Confirmados para o evento estavam já Tó Trips, Nice Weather For Ducks, Trêsporcento, RetimbrarBenjamim, OCO e Salto. Ao todo, o cartaz vai ter 45 nomes; são conhecidos 16.

Carlão

A solo escreveu um disco com as tripas de fora. Fica no ponto de contenção dos próprios beats, contagiantes mas pouco óbvios, mesmo quando o Branko arrisca o flirt descarado com a sobreexposta quizomba. Este Carlão Junta a ternura com as tremuras dos 40 mas não precisa desse número para nada porque é o mesmo puto de sempre.

Long Way To Alaska

Na rua desde 2009, os LWTA, dão-nos mantras para dias soalheiros e manhãs com limonada caseira. Se no passado eram capazes de amansar a besta mais inquieta, hoje são ainda mais do que exímios em passar a mão no pêlo. Isto ao mesmo tempo em que se ensaia um pé de dança maroto.

Duquesa

Depois de The Glockenwise, Nuno Rodrigues coloca mais as mãos na massa, no seu projecto a solo. Apesar do nome, canta sobre a simplicidade do quotidiano. As pessoas gostam sempre dos heróis do dia-a-dia, gostam daquela ideia de ter alguém a falar exactamente das coisas que elas vivem e não das coisas impossíveis que nunca viveram.

Criatura

De gestação alentejana, não se furta aos códigos das planícies do Tejo, das montanhas beirãs, do mar do Algarve. A criatura de Edgar Valente ganha forma em palco com 11 músicos, ainda mais os convidados, como o cante alentejano ou a percussão de Rui Júnior. Juntam-se porque são a consciência de todo um povo que tem algo a cantar. A criatura é Portuguesa, com certeza.

Eduardo Roan

É também de electrónica que a sua harpa é feita. Eduardo utiliza a harpa, o daxophone, computador e vídeo para uma performance sobre acções impulsivas, gestos involuntários, actuações irreflectidas, atitudes imponderadas e ruídos pouco conscientes. Radicado em Ljubljana está habituado a não ter os dois pés num mesmo chão.

João Berhan

Foi há cinco anos que o quase-advogado deixou de entulhar tribunais com insolvências e se virou para a música. Nas suas canções expõe-se em sete vozes e saltita pelos instrumentos: percussões do fundo da terra, um ligeiríssimo saxofone soprano e um clarinete-baixo filho-da-mãe. São canções novas que prometem desafiar os campos magnéticos dos corpos mais suados.

Éme

João Marcelo é o cantautor lisboeta por trás de Éme mas está rodeado de amigos que trabalha bem. Se na instrumentalização conta com outros membros na bateria, no baixo eléctrico e nas teclas, na produção a influência de B Fachada é determinante: “É mais uma questão de moldar as canções àquilo que eu sou”.

Timespine

Timespine, liderado pela artista Adriana Sá (zither), junta Tó Trips (guitarra-baixo metálico) e John Klima (dobro). Fazem uma música de carácter contemplativo, com técnicas de composição em tempo real próprias da música contemporânea ocidental, mas profundamente influenciadas pelas práticas musicais pan-asiáticas, próximas da ideia de Eternal Music.

Xaral’s Dixie

Juntaram-se no final de 2008 em Minde influenciados pelo gosto do estilo Dixie. Ainda hoje, quando tocam, sentem a mesma emoção das primeiras vezes. O objetivo é simples, divertirem-se enquanto divertem os outros com um fraseado melódico, definitivamente bem disposto e sempre com a liberdade que está na base do Dixie.