#AskHamas: outra prova do carácter incontrolável das hashtags

O grupo radical Hamas lançou na sexta-feira uma campanha no Twitter através da hashtag #AskHamas para comunicar com o mundo, expressar as suas ideias e ganhar algum apoio no Ocidente. A ideia foi permitir que as pessoas pudessem ver as suas questões respondidas pelos líderes do grupo islâmico de Gaza.

Bassem Naim, porta-voz do grupo, disse à Associated Press que a campanha era “um passo do Hamas para se introduzir ao mundo em novas línguas – inglês, francês e alemão –, sendo a fonte um representante oficial do Hamas, e não mediadores ou tradutores”.

https://twitter.com/HamasInfoEn/status/576136445443891200

Todavia, a iniciativa #AskHamas não correu como o Hamas esperava. De acordo com a analista Topsy, foram gerados mais de 3 mil tweets com a hashtag nas primeiras três horas depois de ter sido lançada, mas muitos deles foram negativos. Vários utilizadores usaram a hashtag para denunciar os ataques terroristas do grupo, bem como as respectivas tácticas de esconder armas e militantes por trás de escudos humanos.

Recolhemos alguns exemplos:

https://twitter.com/JeffreyGoldberg/status/576123471769546752

https://twitter.com/GidonShaviv/status/576369969178357760

https://twitter.com/dumisani6/status/576063330525130753

Muitas das perguntas levantadas pelos utilizadores com a hashtag #AskHamas ficaram por responder. E os tweets negativos foram ignorados pelo grupo radicalista.

Este é mais um exemplo de uma campanha no Twitter em que o tiro saiu pela culatra.

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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