Jonathan Richman, casas de campo e rock alternativo: o mundo lo-fi dos Cave Story

O lo-fi das Caldas da Rainhas nunca soou tão apetecível. Spider Tracks EP, o primeiro lançamento sério dos Cave Story, trio composto por Gonçalo Formiga, Pedro Zina e Ricardo Mendes, traz-nos seis canções de rock alternativo descomplicado, despretensioso e saudavelmente straightforward.

Gravado pelos próprios numa “pequena casa de campo” algures nos arredores das Caldas, Spider Tracks EP soa a um grupo de amigos que faz melodias por pura diversão, e que as regista com uma abordagem do it yourself que nos permite ter uma representação o mais fiel e sincera possível da banda e da sua música. A sonoridade e o próprio imaginário das canções fazem lembrar os grupos indie dos anos 90 – Pavement é o primeiro nome a vir à cabeça – nunca perdendo o carácter próprio da banda.

O Shifter teve a oportunidade de se sentar à conversa com a banda. Tentou descobrir mais sobre os Cave Story, qual o seu fascínio por Jonathan Richman, o cantor norte-americano que deu nome ao seu primeiro single, que antecede o EP de 2014, e se as aulas de natação em que os três músicos se conheceram, em criança, ainda são uma constante no presente.

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