‘Drive’: a espectacularidade visual explicada em vídeo

Quase 4 anos depois, Drive (2011) continua a consolidar a sua posição junto dos muitos exemplos de obras que um dia foram, injustamente, (quase) ignoradas pela Academia. Prova disso é a curiosidade que ainda hoje desperta nos que dedicam o seu tempo a estudar minuciosamente as particularidades do cinema ou nos simples amantes das boas obras da sétima arte. Nomeado apenas para o Oscar de Melhor Edição de Som, o filme de Nicolas Winding Refn interpretado, entre outros, por Ryan Gosling, Carey Mulligan e Bryan Cranston, foi desta vez alvo de um olho mais clínico do projecto “Every Frame a Painting” (que podes acompanhar no Facebook, Tumblr ou YouTube).

Tony Zhou é um cineasta e editor de vídeo freelancer, radicado em São Francisco. A sua dedicação ao cinema vai para além do que cria e foi fruto dessa mesma dedicação que nasceu o projecto “Every Frame a Painting”, que se baseia em ensaios e pequenas dissertações sobre formas, técnicas e recursos usados na história e actualidade do mundo cinematográfico.

Depois de ter abordado filmes como The Silence of The Lambs (1991) e realizadores como Martin Scorsese e David Fincher, Zhou decidiu tentar perceber a visão e a técnica de Nicolas W. Refn em Drive. O resultado é um vídeo que nos desperta para alguns dos pormenores responsáveis por trazer tanta vida a uma obra que muitos dirão que se desenrola maioritariamente a um ritmo lento.

Através de uma divisão da tela usando um sistema de quadrantes, percebemos como o realizador dinamarquês conseguiu contar histórias diferentes e simultâneas em metades diferentes de um mesmo plano. Acções e planos simples que Refn pincelou com opções pouco expectáveis que, juntamente com uma fotografia imaculada, fazem de Drive um filme visualmente atraente e desafiante para os que gostam de ver para além do que nos é apresentado à primeira vista. Tony Zhou prova-nos que o storytelling do dinamarquês é responsável por grande parte do sucesso conseguido na dinâmica criada entre o espectador e as personagens, baseado em expressões, gestos ou no simples posicionamento destas nos planos. Uma visão diferente sobre as sensações que tudo isto despertou em quem apreciou uma obra que, apesar disto, se mantém longe de ser consensual.

Partilha nas redes sociais:
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
  • O Miguel é o Editor de Society do Shifter. Estudou Comunicação de Marketing e depois Criatividade Publicitária, na Restart. Hoje trabalha como Copywriter.

Contribui para o Shifter para mais artigos como este:

2 €/mês

5 €/mês

10 €/mês

15 €/mês

Donativo

Artigos Relacionados

Junta-te à Comunidade
Jornalismo é aquilo que fazemos todos juntos. Entra na Comunidade Shifter e faz parte da conversa.
Sabe mais
Em teste

Bem-vind@ ao novo site do Shifter! Esta é uma versão beta em que ainda estamos a fazer alguns ajustes.Partilha a tua opinião enviando email para comunidade@shifter.pt