O dia em que a Apple ficou vermelha

Pelo terceiro ano consecutivo, as lojas da Apple vestiram-se de vermelho para assinalar o Dia Mundial da Luta contra a SIDA (1 de dezembro). As maçãs de todo o mundo mudaram de cor por uma causa solidária, a de angariar fundos para a Global Fund, a organização internacional de combate ao vírus.

Uma Apple Store australiana foi a primeira loja a alterar o seu logótipo, gesto que foi repetido por várias outras noutros países durante as 24 horas que assinalam a data, mas a campanha da marca já tinha começado há mais tempo.

Apps for RED

Trata-se de uma parceria com a PRODUCT(RED), uma iniciativa criada pelo vocalista dos U2, Bono Vox, e por Bobby Shriver para arrecadar fundos para o fundo mundialde combate À SIDA. A (RED) foi fundada em 2006 e além da Apple, já colaborou com a Nike, a Gap, a Motorola, a American Express e a Converse. Cada empresa cria um produto próprio associado à PRODUCT(RED) que, tal como o nome indica, é vermelho. O lucro obtido vai para a empresa fabricante, mas uma determinada quantia é doada para a Global Fund. Por exemplo, por cada iPod Nano Product Red vendido, a Apple doa 10 dólares à causa contra a SIDA.

apple_productsred

Há produtos e acessórios PRODUCT(RED) disponíveis durante todo o ano, mas desta vez, para comemorar o 26º aniversário do Dia Mundial da Luta contra a SIDA, a Apple lançou uma campanha exclusiva na App Store. Entre 24 de novembro e 7 de dezembro, ao comprar uma das 25 apps associadas à iniciativa, 100% dos lucros revertem a favor do fundo.

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Uma campanha com várias frentes

Foi no Twitter que Tim Cook anunciou que esta seria a maior campanha de sempre da Apple nesta luta.

Além das montras vermelhas e das doações na compra de aplicações móveis, a marca prometeu doar parte da receita das lojas e venda online, de dois dos dias com mais compras do ano – o próprio dia 1 de Dezembro, que além de Dia Mundial da Luta contra a SIDA, assinala a Cyber Monday, a segunda-feira após o dia de Acção de Graças; e a sexta-feira anterior à data, a conhecida Black Friday.

E como tudo hoje em dia é alvo de escrutínio, a acção solidária da Apple também tem sido alvo de críticas. Tudo porque no press release com informações sobre a campanha, a marca nunca especifica que parte das receitas vai doar para a luta contra a SIDA.

Os valores factuais mostram que, até agora, a Apple doou mais de 75 milhões de dólares para esta causa, e que este ano, organizou a maior angariação de fundos de sempre.

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  • A Rita Pinto é Editora-Chefe do Shifter. Estudou Jornalismo, Comunicação, Televisão e Cinema e está no Shifter desde o primeiro dia - passou pela SIC, pela Austrália, mas nunca se foi embora de verdade. Ajuda a pôr os pontos nos is e escreve sobre o mundo, sobretudo cultura e política.

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