Coreia do Norte poderá estar sem ligação à net


A Coreia do Norte ficou esta segunda-feira sem acesso à net, depois de dias de instabilidade nas ligações. Suspeita-se que aquela que é já considerada uma das piores falhas de Internet no país poderá ter os Estados Unidos por trás. Na verdade, o Governo norte-americano tinha prometido uma “resposta nas mesmas proporções” ao ataque à Sony Pictures, cuja autoria atribuiu à Coreia do Norte.

O apagão está a ser reportado por empresas norte-americanas que monitorizam as redes de Internet. A Dyn Research, especializada em segurança informática, adiantou que a Internet norte-coreana esteve desde sexta-feira com falhas na ligação, que se acentuaram durante o fim-de-semana e que hoje colocaram o país completamente offline. A Coreia do Norte sofre frequentemente quebras na ligação à Internet, mas são quebras temporárias e não contínuas/constantes.

Doug Madory, director de análise da Internet da Dyn Research, referiu ao New York Times que o apagão poderá ter tido “uma explicação benigna”, isto é, há a possibilidade de os responsáveis terem decidido desligar o sistema para resolver um conjunto de problemas no sistema. “Mas não me surpreenderia que eles tivessem sido alvo de um ataque.”

A maior parte dos norte-coreanos não tem acesso à Internet, pois este está restrito a usos militares e governamentais. O país tem oficialmente 1 024 endereços IPs registados, um número que na realidade pode ser maior. Ainda assim, por comparação, os Estados Unidos tem mil milhões de endereços IPs.

Os Estados Unidos não negaram, à Associated Press, o seu possível envolvimento neste blackout da Coreia do Norte. Questionada sobre o assunto, uma porta-voz do Departamento de Estado norte-americano referiu que “não vai discutir detalhes operacionais sobre as possíveis opções de resposta, ou comentar esse tipo de informações” e que algumas das respostas “serão vistas, outras poderão não ser vistas”.

Recorde-se que as autoridades norte-americanas atribuíram à Coreia do Norte os ataques informáticos à Sony Pictures. O país tem constantemente negado, tendo inclusive já proposto uma investigação conjunta com os EUA.