Tarantino diz querer a reforma ao 10º filme


Na conferência American Film Market, em Santa Mónica, Quentin Tarantino disse à audiência, segundo o Deadline, que está a pensar deixar de fazer filmes depois do décimo. “Se chegar ao décimo, fizer um bom trabalho e não estragar tudo, parece-me uma boa forma de acabar a carreira.”

Nas suas palavras:

“Não acredito em ficar no palco até que as pessoas te implorem para que saias. Gosto da ideia de as deixar a querer um bocadinho mais. Acredito que a realização é para os mais novos, e gosto da ideia de um cordão umbilical que conecte o primeiro ao meu último filme. Não estou a tentar ridicularizar ninguém que pense diferente, mas quero sair enquanto ainda tenho vigor. Gosto que deixarei uma filmografia de dez filmes, e assim tenho mais dois depois deste [The Hateful Eight]. Não está gravado em pedra, mas é esse o plano. Se chegar ao décimo, fizer um bom trabalho e não estragar tudo, então parece-me uma boa forma de acabar a carreira. Se, mais tarde, surgir um bom filme, não vou deixar de o fazer só porque disse que não faria mais. Mas dez e acabou, deixando-os a querer mais — soa-me bem.”

Contando com The Hateful Eight (um Western que conta a história de um grupo de marginais presos numa tempestade de neve), faltam então dois filmes para Tarantino concluir uma carreira de quase 30 anos, responsável por clássicos como Reservoir Dogs, Pulp Fiction e Kill Bill.

E depois do décimo filme? Tarantino disse que os seus dias consistirão em “escrever peças e livros, entrando graciosamente na tenra idade”.

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