Publicidade digital pode ultrapassar a televisiva dentro de 2 anos

Os gastos com publicidade digital devem superar os com publicidade televisiva já em 2016 nos Estados Unidos. A conclusão é de um estudo da analista de mercado Forrester Research, que diz ainda que, em 2019, o digital representará 36% de toda a indústria publicitária norte-americana com os anunciantes a investirem 103 mil milhões de dólares neste meio (contra 85,8 mil milhões em TV).

De acordo com a analista, o digital não superará a TV só por os grandes anunciantes moverem os investimentos para o YouTube ou o Facebook. Sim, esta canibalização dos budgets televisivos acontecerá, mas o grande motivo do crescimento do digital será a entrada de um novo fluxo de investimento dedicado especificamente ao digital. Isto acontece porque a economia recuperou e os anunciantes têm mais dinheiro para gastar do que nos últimos anos e a diversidade do online oferece inúmeras opções.

Do ponto de vista das marcas e dos anunciantes, o digital pode ser dividido em 3 canais: search (Google, Bing, Yahoo…); display (os tradicionais banners, por exemplo); e-mail; e social (Facebook, Twitter, Instagram…). A Forrester prevê que o search continue a ser o elemento dominante, por ser mais mensurável que os restantes. A analista posiciona da seguinte forma os restantes canais digitais:

  1. Display: por ser um formato apelativo e convidativo.
  2. E-mail: é um meio tão barato que nunca constará no orçamento das marcas; traz resultados e é mais mensurável que o social.

  3. Social: será o canal com maior crescimento dos três, mas não superará os líderes porque em termos de mensuração ainda precisa de amadurecer.

As marcas querem acompanhar os consumidores, estar onde eles estão. E cada vez mais os encontramos no online. Não só nas redes sociais, mas em todo o digital, isto é, no mobile, no Google Search, no e-mail… Hoje, o investimento no digital pelas marcas representa apenas 25% do total, mesmo num mercado maduro como o dos EUA. A Forrester prevê um crescimento lento do meio nos próximos anos.

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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