Governo húngaro recua, congela taxa da Internet depois dos intensos protestos


O Governo húngaro ouviu a população, que saiu à rua em massa, e decidiu suspender a introdução de uma taxa por cada gigabyte de dados transferido pelos cibernautas no país. O primeiro-ministro Viktor Orban considerou que a forma como a lei está redigida impede-a de entrar em vigor, e anunciou alterações ao texto.

Viktor Orbán não ficou indiferente à voz das milhares de pessoas que protestaram nos último dias de forma massiva contra a aprovação da nova lei, prevista no Orçamento de Estado para 2015, e ainda às critica provenientes da União Europeia através da comissária para a Agenda Digital, Neelie Kroes.

Na sexta-feira, à rádio pública Kossuth, o primeiro-ministro húngaro disse que “se o povo não só discorda como considera [a taxa] irracional”, a aplicação da mesma “não deve ser feita”. “O texto do imposto deve ser modificado. Deve ser retirado e não temos que lidar com isso agora”, acrescentou.

Este recuo não significa uma desistência por parte do Governo húngaro, que realizará em 2015 um referendo nacional sobre o uso da Internet e sobre as formas como o país pode lucrar com as receitas geradas por ela. “É necessário determinar para onde vai o enorme lucro dos serviços de Internet e se parte dele poderia ser mantido na Hungria e canalizado para o orçamento”, anunciou o primeiro-ministro.

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