Aproxima-se o último capítulo de ‘Hobbit’


Se, no virar do milénio, Peter Jackson já tinha sido bem sucedido na tarefa hercúlea de oferecer algo mais ao gigante da literatura The Lord of the Rings, é no regresso ao universo de Tolkien, com a adaptação cinematográfica de Hobbit que o realizador neozelandês consolida a sua posição como o embaixador do escritor inglês no grande ecrã.

Sendo o Hobbit uma obra bastante mais suave que o seu sucessor, dirigida para o público juvenil, questionava-se a necessidade de estender a história por uma trilogia. As questões comerciais fundamentaram a maior parte das críticas, que apresentavam a trilogia do Hobbit como uma maneira de aproveitar uma fórmula já testada e provada, com o estrondoso sucesso do The Lord of the Rings. Mas a verdade é que Peter Jackson vai muito para além disso e baseia-se numa narrativa simples de um conto para crianças para desenvolver mais uma trilogia épica, mais grandiosa e próxima do The Lord of the Rings do que aquilo que o romance  escrito por Tolkien alguma vez aspirou a ser.

A verdade é que só assim é que esta adaptação poderia ter sido feita. Ninguém desejava ou aceitaria um regresso de Peter Jackson ao universo de Tolkien que tivesse como resultado um simples e humilde filme para crianças, ainda mais após um projecto da magnitude do The Lord of the Rings. É verdade, também, que ninguém faz épicos como Peter Jackson.

O trailer mais recente do filme que encerra a trilogia, “A Batalha dos Cinco Exércitos”, que estreia dia 18 de Dezembro, oferece-nos três minutos de acção, sequências de luta, exércitos infinitos e duelos de cortar a respiração, deixando-nos antever que Peter Jackson pretende encerrar mais um capítulo da sua relação com Tolkien da melhor maneira que sabe – em grande.

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