#AlexFromTarget. Afinal, foi tudo montado

Trust no one. A história bonita do Alex que, em poucas horas, passou de mero funcionário da retalhista norte-americana Target a estrela da net não passou, afinal, de uma experiência de marketing, realizada por uma empresa denominada Breakr. “Queríamos perceber o quão poderosa era a audiência de uma fangirl ao, de uma noite para a outra, transformar um rapaz bonito, funcionário da Target, numa sensação da net”, explicou Dil-Domine Leonares, o CEO da Breakr, numa publicação no LinkedIn.

Não se falou de outra coisa na net nos últimos dias. O #AlexFromTarget começou com uma foto tweetada pela Abbie (@auscalum), que rapidamente se espalhou pelo Twitter. Entre tweets, retweets e favoritos sobre o assunto, a hashtag #AlexFromTarget tornou-se um dos tópicos mais falados mundialmente na rede social.

Até a Ellen se juntou à conversa. A mesma Ellen que convidou o rapaz sensação para o seu programa, esta terça-feira.

https://twitter.com/TheEllenShow/status/529785046186483712/

A Abbie aka @auscalum foi a fangirl escolhida pela Breakr para iniciar esta experiência. Depois de fazer a foto circular pela base de seguidores de Abbie (uma rapariga de Kensington, Reino Unido), a Breakr começou a usar youtubers influentes para espalhar ainda mais a mensagem. Dil-Domine Leonares explica que a hashtag rapidamente ganhou dois lados: os apoiantes (ou, melhor, as apoiantes); e os haters, que não percebiam como é que, do nada, um rapaz bonito conseguia tornar-se famoso na internet.

http://youtu.be/Ok1UaC6SNZg

A Breakr procurou controlar os dois lados da conversa. “[Fazendo-o], conseguimos ter mais e mais pessoas a falar do assunto, o que fez com que a hashtag se mantivesse no top dos assuntos trending no Twitter, a nível mundial”, escreve Dil-Domine, acrescentando que o Alex passou de 2 mil seguidores no Twitter para quase 600 mil, à data de escrita deste artigo.

A história do Alex From Target chegou às publicações mainstream da nossa cultura pop, como o Buzzfeed, mas também a praticamente todos os grandes meios, incluindo o Shifter.

Dil-Domine diz que as marcas, as empresas, as agências de talentos e as editoras discográficas têm uma lição a aprender desta história. “Se conseguires ganhar a admiração e o respeito da comunidade global como a de uma fangirl, consegues através dela tornar conhecida qualquer causa, mesmo que isso implique pegar num miúdo anónimo qualquer e fazer dele uma figura da net de uma noite para a outra”, diz.

Certo é que não esqueceremos o Alex tão cedo.

Update às 03:50 de 6/11/2014: o Alex negou via Twitter ter estado envolvido com a Breakr nesta alegada “experiência” de marketing.

https://twitter.com/acl163/status/529842988328177664

https://twitter.com/acl163/status/529843193215733760

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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