Kim Dotcom vende participação na Baboom: “a indústria musical odeia-me”


A Baboom, a plataforma de música idealizada por Kim Dotcom (e que está a ser desenvolvida no Porto), pode agora gozar de uma melhor posição na conversação com editoras e artistas. Tudo porque o próprio Kim Dotcom vende participação que detinha na empresa.

Kim Dotcom – o polémico empresário, criador do site Megaupload – detinha, através de um fundo familiar, 45% da Baboom. Ontem, através do Twitter, Dotcom anunciou a sua retirada, dizendo que a indústria musical o odeia (por causa do escândalo do Megaupload) e que a sua presença só prejudicaria o crescimento do serviço de música.

A Baboom nasceu, em 2013, da cabeça de Kim Dotcom. A ideia da empresa é criar um serviço de música – com o mesmo nome – que dê aos músicos liberdade para vender ou oferecer conteúdos aos seus fãs. O Baboom será um serviço de streaming (estilo Spotify/Soundcloud) e também uma plataforma de downloads (estilo iTunes).

Com a saída do fundador, a Baboom pode estar mais apta para negociar com novos editoras e artistas independentes, preparando assim a sua entrada no mercado no início de 2015. Apesar de já ter alguns acordos firmados, a empresa mantém na sua plataforma – que foi lançada em versão beta no início deste ano – um único álbum: Good Times, do próprio Kim Dotcom.

Dotcom esteve, há uns anos, envolvido numa polémica em torno do Megaupload, o site que ele próprio criara e que foi constantemente acusado de não respeitar os direitos de autor dos artistas. Esta associação de Kim à pirataria, que teve o ponto alto com o encerramento do Megaupload em Janeiro de 2012, podia ser um entrave gigante ao sucesso da Baboom e do Baboom.