Facebook refina política do nome verdadeiro para satisfazer a comunidade LGBT


“Quero pedir desculpa à comunidade afectada de drag queens, drag kings, transgénero, e à extensiva comunidade dos nossos amigos, vizinhos e membros da comunidade LGBT, pelas dificuldades que vos criámos ao longo das últimas semanas para lidar com as vossas contas no Facebook”, escreveu o Director de Produto da empresa, Chris Cox, num post no Facebook.

O pedido de desculpas vem na sequência da polémica do nome verdadeiro do Facebook, que criou, nas últimas duas semanas, um problema de relações públicas à empresa. O Facebook não aceita que os utilizadores que se registem com outro nome que não aquele que é o seu nome real. Nesse sentido, a empresa fez o erro de suspender uma série de perfis de drag queens que se identificavam através de nomes artísticos e não do seu nome legal. Tal atitude provocou uma onda de descontentamento entre a comunidade LGBT e também fora da comunidade.

De acordo com Chris Cox, o Facebook alterará a sua politica de nome verdadeiro para permitir que os utilizadores não tenham de usar obrigatoriamente o nome que aparece no seu BI ou carta de condução. A ideia é passarem a puder usar o nome que usam na vida real. “Para a Sister Roma, é Sister Roma. Para a Lil Miss Hot Mess, é Lil Miss Hot Mess”, disse o director no post, referindo-se a duas vozes do protesto. Um passo atás que ajudará o Facebook a limpar a sua imagem junto da comunidade LGBT, integrando-a na sua comunidade.

Esta mudança da obrigatoriedade de usar o nome verdadeiro para a possibilidade de recorrer a uma alcunha obrigará o Facebook a fazer alguns ajustes. Cox promete, para já, que a empresa tratará denúncias por uso de nomes falsos “de forma menos abrupta e mais ponderada”.

Em Setembro, várias drag queens, muitas delas da área de San Francisco, viram os seus perfis de Facebook bloqueados por não utilizarem seus nomes verdadeiros. Sister Roma foi uma das drag queens que promoveram o protesto, lançando inclusive a hashtag #mynameis. Lil Miss Hot Mess foi outra voz que se fez ouvir e que conseguiu, tal como Sister Roma e outras drag queens, o apoio da comunidade LGBT dos Estados Unidos, assim como de políticos locais, unindo forças contra o Facebook.