Ello recebe investimento de 5,5 milhões e reforça estratégia ‘sem publicidade’


A última semana foi excelente para o Ello. A rede social sem anúncios, criada por Paul Budnitz, recebeu um investimento de 5,5 milhões de dólares e passou a ser, nos EUA, uma empresa de utilidade pública (PBC), isto é, uma empresa que pode lucrar mas que opera para bem da sociedade.

O Ello reforçou ainda a sua posição de não à publicidade na rede social. “Há alguma especulação na imprensa, desde o lançamento, há 11 semanas, de que o Ello, um dia, seria forçada a permitir anúncios na sua plataforma. Percebemos este cinismo: com a Internet a transformar-se num gigante outdoor, e com todas as redes sociais a usarem a publicidade para sobreviverem, é difícil imaginar um modelo melhor.

Mas 2014 não é 2004, o Mundo mudou”, escreveram os responsáveis pela rede social num comunicado, assinado pelos criadores e pelos investidores do Ello, um total de 18 pessoas, entre elas Paul Budnitz.

Enquanto PBC, o Ello fica legalmente obrigada a ter um impacto positivo na sociedade, numa lógica de serviço público. O Ello não pode vender dados dos seus utilizadores a terceiros, nem comprar publicidade a anunciantes. Além disto, em caso de o Ello ser vendida, os novos proprietários terão de aceitar estes termos. “O Ello existe para teu bem, não só para fazer dinheiro”, conclui o comunicado.

O investimento de 5,5 milhões que o Ello recebeu da Foundry Group, da Bullet Time Ventures e da FreshTracks Capital é diferente dos investimentos tradicionais, e não exige lucro ou retorno imediato dos valores investidos.

A rede social de Budnitz tem hoje mais de 1 milhão de perfis criadas, e mais 3 milhões de pessoas em lista de espera. “O crescimento explosivo do Ello nos últimos meses prova que existe uma vontade enorme de conectar com os amigos e de ver coisas bonitas sem ser manipulado por homens de vendas, posts promovidos ou algoritmos computadorizados que nem sempre respeitam os nossos interesses. Numa rede social baseada em publicidade, o anunciante é o consumidor e tu és o produto que está a ser comprado e vendido”, lê-se também no comunicado.

Nas últimas semanas, o Ello enquanto rede social ganhou uma janela de notificações (como o Facebook), a possibilidade de bloquear ou silenciar um utilizador, e um filtro para conteúdo adulto/18+.

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