#WhyIStayed e #WhyILeft: histórias de violência doméstica, contadas por quem as viveu

Em Fevereiro 2007, o jogador de futebol americano Ray Rice agrediu violentamente a mulher (de quem, na altura, estava noivo) num elevador de um hotel em Atlantic City, nos Estados Unidos. O vídeo só apareceu esta segunda-feira na Internet e gerou toda uma controvérsia na Internet, nomeadamente no Twitter, onde as hashtags #WhyIStayed e #WhyILeft provaram ser verdadeiras manifestações contra a violência doméstica.

Ray Rice foi, entretanto, expulso dos Baltimore Ravens, a equipa onde jogava e com a qual tinha contrato até 2017, e suspenso por tempo indeterminado da Liga Nacional Americana de futebol americano (NFL) pela o órgão que regula a modalidade. Casado com Janay Palmer, o jogador já conquistou vários títulos e foi eleito o melhor jogador em 2012.

O caso de Ray Rice chocou os Estados Unidos e fez explodir o Twitter com duas hashtags: #WhyIStayed e #WhyILeft. A primeira foi criada pela escritora Beverly Gooden, que foi fisicamente agredida pelo seu ex-marido. No seu blogue, Gooden explica que as situações de violência doméstica não são fáceis como por vezes parecem e que deixar o agressor é um processo, não um evento instantâneo. Com a hashtag #WhyIStayed, a escritora quis ajudar as pessoas a encontrar uma voz e esperança.

São milhares os tweets assinados com a hashtag #WhyIStayed. Histórias de mulheres (e de homens, também) que não abandonaram relações violentas e que agora decidiram tornar públicas as razões para ficarem. A hashtag #WhyILeft surgiu como uma extensão do #WhyIStayed. São relatos de fins de relações abusivas.

https://twitter.com/laurala/status/509184302639104000

https://twitter.com/luvsmytwoboys/status/509118501823741952

https://twitter.com/luvsmytwoboys/status/509118501823741952

Graças ao Twitter, o escândalo de Ray Rice não será esquecido tão cedo.

Quando uma marca não percebe uma hashtag

A DiGiorno Pizza viu o #WhyIStayed nos trending topics do Twitter e decidiu juntar-se à conversa. Como não parou para perceber a que se referia a hashtag, o seu tweet ficou completamente fora de contexto.

Fonte: Time

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  • Jornalista, adepto de cidades humanas e curioso por ideias que melhorem o país. Co-fundei o Shifter em 2013, sou desde 2020 coordenador do projecto editorial Lisboa Para Pessoas.

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