Uma Leica que parece analógica mas que é digital


Ir à Feira da Ladra e comprar uma máquina fotográfica analógica com tudo manual, um fotómetro que não funciona, e um mecanismo que não puxa o rolo de 35mm é um clássico. As fotos sairão sobrexpostas, queimadas e cheias de grão. Com o aniversário dos 60 anos da lendária Leica M3, este conceito “surpresa e analógico” volta a surgir.

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A Leica M Edition 60 é um modelo que não tem ecrã para visualizar as captura. O ISO é ajustável quase como antigamente: de 200 a 6400 (podendo no entanto ser utilizado os ISOS intermédios – algo inédito no mundo da fotografia). A velocidade e o tempo de abertura são calculados mentalmente.

É claro que o utilizador corre o risco de ficar “sem” fotografias: queimadas, arrastadas ou subexpostas. Mas não haverá distrações de luzes, de botões que para nada servem ou de menus que foram inventados para os leigos da tecnologia.

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Com este conceito, a Leica é novamente sinónimo da verdadeira procura de arte na fotografia. Quem não souber o mínimo sobre película, não obterá proveito desta edição.

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Haverão apenas 600 unidades à venda em todo o mundo e o preço ronda os 15 000 euros. É sem sombras de dúvida uma edição rara, que inclui a bonita lente Summilux 35mm com uma abertura f/1.4.

Um pequeno tesouro para quem tiver disposto a pagá-lo.

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