Não sabemos ao certo que adjectivos usar para descrever este vídeo


Quando se condensam 300 mil fotografias num vídeo de 12 minutos, o resultado não poderia ser outro que não este realizado por Jeff Frost, um entusiasta da sétima arte. Frost demorou dois anos a concretizar este trabalho que intitulou de “Circle of Abstract Ritual”.

Não sabemos ao certo que adjectivos usar para qualificar este vídeo. Por isso, convidamos-te a vê-lo:

Jeff Frost explica o trabalho:

O Circle of Abstract Ritual começou como uma exploração da ideia que a criação e a destruição podem ser a mesma coisa. A parte da destruição desse pensamento começou a sério aquando dos motins no bairro de Anaheim, na California, em 2012. Subi imediatamente para o telhado do meu senhorio sem pedir autorização e comecei a gravar o desenrolar dos eventos. As agência noticiosas que contactei não faziam ideia do que fazer com gravações em time lapse dos motins, tudo bem comigo pois há já algum tempo que tinha andado a pensar em recontextualizar notícias como arte. Depois disso apanhei o bichinho. Persegui incêndios, desci escoamentos de tempestades no L.A. River e encontrei casas abandonadas onde pude criar elaborados quadros de ilusão óptica. A parte de ilusão dos quadros não são um fim em si mesmo dos meus quadros. São uma insinuação de coisas que não podemos detectar fisicamente; uma forma de ter uma pequena vantagem sobre o incognoscível.

No início do processo mapeei uma estrutura narrativa muito interligada. Levou bastante tempo a completar essa estrutura narrativa, e quando acabei de editar o filme depois de sete semanas inteiras fechado num quarto escuro não fazia ideia se seria algo que alguém quisesse ver. Quase alterei o filme todo antes de me aperceber de que as influências exteriores me estavam a pressionar a tomar essa decisão e que estava contente como este estava.

Demorou muito tempo a chegar ao lado criativo da premissa original. Tomou forma finalmente numa colaboração com um escultor, Steve Shingley, assim como com 15 incríveis voluntários que moveram três esculturas de tamanho real 450 vezes durante duas noites para criar o clímax de stop motion do filme.

A ideia que queria explorar foi a da criação da escultura como um acto criativo consciente, mas sem as armadilhas dos dogmas de instituições ou mesmo de formas de pensar. O círculo de árvores invertidas tornou-se uma pequena peça do mundo com significado pessoal onde podia marcar eventos significativos, contemplar e reflectir. O círculo ainda se mantém, e eu ainda o visito regularmente. Várias pessoas que lá foram disseram-me que passou a significar algo especial também para elas. Cada uma tem a sua maneira fascinante de interpretar o poder inerente àquelas árvores.

Este filme é arte por uma questão de arte. Foi feito com muita generosidade, desde as pessoas que me deixaram dormir nos seus sofás, às que me apoiaram no Kickstarter, e às que só quiseram dar uma opinião: obrigado. Isto não teria sido possível sem a vossa ajuda.

O vídeo que se segue mostra os bastidores de “Circle of Abstract Ritual”.