Vhils, a história está na cara

Ao longo de uma exposição em que o rosto é o objecto ideal de representação, Vhils faz desta sua primeira a solo num Museu da cidade de Lisboa, uma celebração do quanto somos um espelho do que vivemos.

Através de uma abordagem experimental, onde os rostos da urbanidade são submetidos a diversos processos de impressionabilidade variável, Vhils conta pequenas histórias em obras de arte.

É claramente um destaque a desconstrução, quase alienígena, da carruagem que todas estas caras puderam partilhar e que serve de metáfora aos pequenos golpes no tecido social que Vhils celebra em cada rosto – um ponto alto conceptual e a verdadeira novidade, em termos de peça e ideia, que a desconstrução traz ao público.

Celebrando o mundo urbano e partindo do princípio globalizado que um rosto da cidade é um rosto seja em que cidade for, somos embalados nesta história da pessoa, da vida, das vidas, sempre da perspectiva do rosto, quer seja um vulto metálico, um fantasma, um retrato do bairro ou uma combustão humana espontânea.

Uma exposição que nos faz acreditar que as nossas histórias estão na cara e que pode ser vista até dia 5 de Outubro no Museu da Electricidade, em Lisboa.

Fotos: Maria Rita

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