Nos Estados Unidos, a arte tomou conta de 50 mil outdoors publicitários


“Art (Is) Everywhere” nos Estado Unidos. O objetivo é espalhar arte contemporânea de autores norte-americanos pelas ruas. Chama-se Art Everywhere e já não é um projeto novo.

Foi feito no ano passado em Inglaterra e este ano viajou até aos EUA com a ajuda de vários museus e instituições norte-americanas de apoio à arte. A ideia dos criadores, além de divulgar obras de autores americanos, é reaproveitar outdoors publicitários inutilizados. As obras vão estar expostas em mais de 50 000 painéis (estáticos e digitais), quiosques ao ar livre, sinais de trânsito e estruturas públicas em 170 cidades americanas, de todos os 50 estados.

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São 58 pinturas de autores como Andy Warhol, Edward Hopper, Thomas Moran, Roy Lichtenstein ou Chuck Close. Umas foram escolhidas pelo público, numa votação aberta, outras pelos Museus que apoiam a iniciativa. Foram reproduzidas e adaptadas, dependendo do formato em que serão expostas. A seleção engloba 230 anos da história da arte contemporânea norte-americana, com obras de 1778 a 2008.

A versão americana deste projeto é patrocinada pela Outdoor Advertising Association of America em conjunto com o Instituto de Arte de Chicago, o Museu de Arte de Dallas, o Museu de Arte de Los Angeles, pela National Gallery em Washington e pelo Museu Whitney de Nova Iorque. É precisamente com o apoio destes patrocínios que este projeto é também – de acordo com um dos mecenas – “o maior projeto mediático na história americana”. São muitos os contornos tecnológicos desta ideia. É possível, por exemplo, fazer scan das obras de arte com o smartphone para aprender mais sobre elas, os seus criadores e museus que as detêm.

A inauguração foi feita na Times Square, onde no meio dos neons também há espaços reservados para estas obras de arte. Para quem está a pensar viajar para os Estados Unidos até ao final de agosto, fica aqui o mapa com os locais onde estão expostas as obras: arteverywhereus.org/map.

José Godinho Marques, Director Criativo na McCann Lisbon, referiu na sua página de Facebook que esta seria uma boa ideia para replicar em Portugal. “Olhando para a quantidade de outdoors vazios que a crise do investimento em media impressa trouxe, porque não dar palco a museus para oferecerem um preview do seu espólio artístico a todos os portugueses?”, disse.

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