Depois de dois desastres, Malaysia Airlines pode vir a mudar de nome


A Malaysia Airlines atravessa uma das maiores crises da sua história, depois dos dois desastres aéreos sofridos nos últimos quatro meses. Os acidentes dos MH370 e MH17 provocaram uma queda na ordem de 29% das acções da companhia aérea da Malásia e vieram agravar as perdas líquidas que já vinham sendo registadas ao longo dos últimos três anos.

Perante este cenário negro, o Governo malaio, que detém 69% da companhia, solicitou agora um estudo sobre a Malaysia Airlines, de forma a tentar recuperar a imagem da empresa. Em cima da mesa está uma eventual mudança de nome da transportadora e ainda a reformulação da companhia, nomeadamente no que toca a um ‘spin off’ da sua unidade de manutenção, o que permitiria à Malaysia Airlines contratualizar serviços com um maior número de outras transportadoras.

Recorde-se que, em Março, o avião MH370 da transportadora desapareceu misteriosamente a meio do trajecto entre Kuala Lumpur e Pequim, com 239 pessoas a bordo. Há duas semanas, foi a vez do voo MH17, da mesma companhia, ter sido, alegadamente, abatido por um míssil de longo alcance, na zona de Donetsk, no leste da Ucrânia, provocando a morte dos 283 passageiros a bordo.

Como consequência, a companhia de Kuala Lumpur enfrenta agora uma vaga sem precedentes de cancelamento de reservas. Existem voos onde o cancelamento chega a atingir os 20%. Uma situação que torna cada vez mais difícil a sobrevivência da companhia, até porque, de acordo com Khazanah Nasional, o fundo soberano malaio que controla a transportadora, ainda antes do acidente do voo MH17 a Malaysia Airlines apenas dispunha de capital para sobreviver mais um ano.