Supercomputadores recriaram a evolução do Universo com um detalhe incrível


Uma equipa de investigadores, de várias instituições, incluindo o MIT, criou a maior e mais complexa simulação computadorizada da evolução do Universo. Intitula-se Illustris. Foram precisos cinco anos de trabalho e vários supercomputadores para compilar digitalmente os 13 mil milhões de anos de evolução cósmica.

O Universo recriado em supercomputadores é, na verdade, um modelo cúbico, com uma dimensão de 350×350 milhões de anos de luz. Nele estão representadas 41 416 galáxias no total. Estima-se que em todo o Universo existam 170 mil, pelo que o modelo mostra apenas a evolução de uma pequena parte do cosmos. É, todavia, o modelo mais completo e robusto feito até à data.

“Algumas galáxias são mais elípticas e outras mais parecidas com a Via Láctea, isto é, estilo disco”, explica professor assistente de física do MIT Mark Vogelsberger, num comunicado de imprensa. “Existe um certo rácio no Universo. Conseguimos obter esse rácio. Foi a primeira vez que se conseguiu isso!”

O modelo – que, recorde-se, foi baptizado de Illustris – começa com as mesmas condições a que o Universo estava entregue há 12 milhões de anos, simulando depois os seguintes 13,8 mil milhões de anos de vida do cosmos.

O Illustris contém mais de 12 mil milhões de elementos visuais, a partir dos quais os cientistas podem criar fotografias virtuais. Foram precisos alguns meses e vários supercomputadores para o colocar de pé. É um modelo tão complexo que seriam precisos mais de 2 mil anos para o renderizar num computador desktop comum.

Mark Vogelsberger acredita que a simulação funciona bem, mas reconhece que pode ser melhorado. “O modelo foi mais bem sucedido do que aquilo que antecipámos”, acrescenta.

Vê em baixo o vídeo que a revista Nature fez.