Jolla e Sailfish OS: não aos botões, sim aos gestos


Chama-se Jolla e é o telemóvel que, diz a imprensa, nasceu das cinzas da Nokia. Praticamente não tem botões físicos e corre um sistema operativo próprio, o Sailfish OS, completamente diferente do Android, mas baseado neste; privilegia os gestos multi-touch.

O Jolla é uma visão diferente do que um smartphone deve ser. A prova disso é o aparelho não ter praticamente nenhum botão físico, e o sistema operativo ser todo ele baseado em gestos. Na verdade, o primeiro contacto com o Jolla e com o Sailfish OS. Aquilo é-nos estranho. Não sabemos muito bem como regressar ao home screen, nem como voltar para trás numa app, por exemplo. Todavia, facilmente aprendemos a interface, em parte ajudados pela intuição que ganhámos com o Android ou com o iOS.

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Toda a interface é muito limpa e minimalista. O flat design domina, sem dúvida, com poucas cores, figuras geométricas (muitos círculos), letras finas… Existem algumas animações leves, que criam uma agradável transição entre menus e ecrãs, sem perturbar a experiência.

Quanto a gestos, o puxar é o dominante. Puxamos para baixo de qualquer parte do ecrã para abrir o menu de opções. Puxamos para baixo em cima de uma mensagem de texto para acedermos às opções sobre ela. Também o deslize, que funciona não só para regressar a um ecrã anterior (por exemplo, na app de mensagens, clica-se numa mensagem, ela abre, e para voltar para trás, faz-se desliza-se o dedo da esquerda para a direita).

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Encontramos também o deslize sempre que queremos regressar ao home screen. No lado superior esquerdo do ecrã, desliza-se para a direita (independentemente do ecrã) e estamos no home screen. No fundo, é como se fosse o home button do iPhone. (Funciona também no lado superior direito do ecrã.)

O Jolla tem uma série de apps nativas, para chamadas, mensagens, e-mail, navegação web, notas, documentos…, e corre apps Android, como o Facebook ou o Skype. Aliás, o Sailfish OS –  que nasceu do Meego, um sistema operativo que a Nokia abandonou há uns anos – deverá ser liberalizado para qualquer Android no futuro aka segundo semestre do ano. A ideia é que o Sailfish possa ser facilmente instalado pelos próprios utilizadores em telemóveis Android que já tenham.

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O Jolla partiu da cabeça de Marc Dillon (em cima), que trabalhou saiu da Nokia em 2012 quando percebeu que a empresa estava em declínio, sem grande futuro à vista, mesmo com a aposta no Windows Phone. Dillon reuniu uma série de ex-funcionários também da Nokia e iniciou o desenvolvimento do smartphone Jolla e do sistema operativo Sailfish OS. A empresa da qual hoje é CEO tem 85 funcionários em vários cantos do Mundo.

 

O Jolla está a ser comercializado em Portugal pela SmartTeki9, uma empresa do ex-presidente dos CTT Carlos Horta e Costa. O aparelho custa 399 euros. Através de parcerias, a comercialização é feita nos países da União Europeia e ainda na Noruega e na Suíça. Os mercados onde vende mais são a Finlândia, a Alemanha e o Reino Unido.

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