“Hey, Mark, WhatsApp?”


Mark Zuckerberg esteve esta tarde em Barcelona. O fundador do Facebook falou de como o Internet.org pretende colocar online os dois terços do Mundo que hoje ainda não estão, comentou a aquisição do WhatsApp e disse ainda que já não anda atrás do Snapchat.

“Hey, Mark, WhatsApp?” Foi desta forma que alguém do público cumprimentou Mark Zuckerberg, hoje, em Barcelona, no MWC 2014. O fundador do Facebook, que recentemente adquiriu uma das maiores e mais poderosas plataformas de messaging do Mundo (o WhatsApp, claro), veio a Barcelona falar do Internet.org, o projecto que quer colocar online aos dois terços da população mundial que hoje ainda está offline.

Zuckerberg salientou a importância do Internet.org no futuro próximo, sem nunca esconder que ele é um meio de para o Facebook de crescer. A rede social tem hoje 1,2 mil milhões de utilizadores e não consegue ter mais pois não há muito mais gente conectada à Internet. Com o Internet.org, Zuckerberg quer mudar isso, colocando um serviço básico e gratuito de Internet nas mãos das sete mil milhões de pessoas do Mundo inteiro.

É uma meta ambiciosa, sem dúvida, mas Zuckerberg vê-la como um 112 para a Internet. No fundo, quando ligamos o 112, podemos pedir ajuda aos bombeiros, aos médicos ou à polícia, por exemplo; tudo serviços básicos e gratuitos.

A ideia é, então, criar também um serviço essencial de Internet, que inclua pesquisa, Wikipedia, Facebook e outras redes sociais, WhatsApp e outras apps de messanging, serviços bancários, entre outros. O objetivo é que os utilizadores dos países mais pobres consigam aceder também à Internet sem gastar dinheiro, ou gastando muito pouco.

Zuckerberg está tão confiante neste modelo que está mesmo disposto a perder dinheiro como empresa (Facebook) para o levar adiante. É lógico que Mark tem na cabeça os milhões que poderá facturar com as sete mil milhões de pessoas do Mundo ligadas ao Facebook, mas preferiu não comentar isso.

Comentou, sim, a aquisição recente do WhatsApp. Salientou o facto de ter meio mil milhões de utilizadores e de ser um contributo futuro para a concretização das metas do Internet.org. Todavia, Mark deixou bem claro que o WhatsApp continuará a funcionar independentemente, mas não adiantou mais nada.

Por último, Mark Zuckerberg afirmou ter desistido do Snapchat.