Um desejo para 2014: Netflix em Portugal


O Netflix permite o acesso a uma biblioteca extensa filmes e séries, através de streaming, por 7,99 dólares mensais. Está presente nos EUA, no Reino Unido, no Brasil e em outros países, e tem cerca de 40 milhões de assinantes no total.

Presente em 40 países e com um catálogo de mais de 1 mil milhão de horas de filmes e séries, o Netflix tinha no início deste ano nos EUA mais assinantes que qualquer empresa de TV por cabo. Aliás, numa perspectiva global, são mais de 40 milhões os assinantes do serviço.

O preço é convidativo: nos EUA, paga-se apenas 7,99 dólares por mês e todo o catálogo fica disponível, sem limites, no computador, tablet, smartphone e ainda TV. Para além disto, é possível subscrever e cancelar o serviço a qualquer momento. Isto é, podemos pagar um mês e usá-lo durante esse mês, e não pagar o mês seguinte (não o usando nesse mês), e retomar no mês a seguir.

O Netflix estreou-se em 1997 na Califórnia a vender e alugar DVDs. Em 1999 inicia-se no streaming de filmes e séries, e este ano tornou-se numa produtora televisiva, entrando em competição directa com os canais de cabo. Depois dos EUA, seguiu-se o Reino Unido (o segundo maior mercado da empresa), a América do Sul e grande parte do Norte da Europa. O formato é sempre similar.

Actualmente se quisermos acompanhar uma série em Portugal temos duas hipóteses: ou esperamos 3 meses ou 1 ano pela sua exibição na televisão, obedecendo depois aos horários em que o canal decide emiti-la; ou recorremos à pirataria online (Pirate Bay, Wareztuga…), onde os novos episódios chegam com menos 24 horas de diferença relativamente aos EUA (e com legendas).

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Ora o Netflix juntaria estes dois Mundos, permitindo o acesso a milhões de horas de filme e a muitas séries pouco depois da sua exibição nos EUA – isto para além de que podemos ver esses conteúdos da maneira que entendermos: tudo de seguida, 1 episódio por semana, 5 filmes numa noite, etc.

A internet ainda não tem receitas em Portugal, a pirataria tem sido um escape aos canais de cabo, como a FOX ou o AXN, que impõem uma programação aos espectadores. Aliás, quando pagamos um serviço de cabo, estamos a pagar por muitas horas de programação que nunca vamos conseguir ver, e o streaming por 7-8 euros por mês no modelo que o Netflix construiu é o futuro mais provável.

Conseguirá o Netflix fazer pelos filmes e séries em 2014 aquilo que o Spotify fez pela música este ano?