Os Chromebooks da Google são, afinal, um assunto sério


Parece que 2013 foi um bom ano para os Chromebooks. Os portáteis low-cost da Google, equipados com o Chrome OS, subiram impressionantemente nas vendas, pois estão a ser adoptados em larga escala nas salas de aula e não só.

Segundo os últimos números da NPD, entre 2012 e 2013 (de Janeiro a Novembro), as vendas de Chromebooks deram um salto incrível, pelo menos nos EUA. De quase nada em 2012 (0,2‰) para 9,6% do total de vendas de computadores e tablets. Significa isto que 1 em cada 10 computadores/tablets vendidos nos EUA foi um Chromebook. Olhando apenas para as vendas de portáteis, a percentagem é outra: 21% dos portáteis vendidos nos EUA entre Janeiro e Novembro de 2013 foram Chromebooks.

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Foi graças ao sector educativo que os Chromebooks registaram um crescimento acentuado nas vendas este ano, em detrimento dos MacBooks da Apple. Aliás, analisando os restantes números da NPD, verifica-se que as vendas dos MacBooks baixaram este ano, bem como as de iPads e de portáteis Windows, tendo existido um aumento das de tablets Android e de tablets Windows.

Não são os Governos, nem os departamentos de TI que estão a comprar produtos como Chromebooks ou inclusive tablets Android. Esses ficariam desapontados. Antes, este crescimento está a ser impulsionado pela educação. Note-se, no entanto, que neste sector vendem-se hoje mais iPads que Chromebooks, mas os portáteis da Google têm espaço para crescer em 2014.

A verdade é que algumas escolas estão a procurar soluções baratas que tenham uma boa integração com os serviços da Google, como o Drive, e que sirvam os alunos. Os Chromebooks são uma dessas soluções, e uma alternativa a portáteis mais complexos e dispendiosos, como os MacBooks. São também uma alternativa a aparelhos sem teclado. O sector educativo é ainda muito centrado no teclado, o que se revela mais um ponto a favor dos Chromebooks. Os estudantes querem criar e não só consumir. Por seu lado, um iPad é excelente para consumir; para criar, só se envolver muito o toque (escrever textos é ainda algo que requer um bom teclado, por exemplo). Os Chromebooks são comercializados normalmente entre os 199 e os 299 dólares. Os MacBooks começam nos 999 dólares e os iPads nos 499 dólares.

Há alguns anos os Chromebooks eram quase um motivo de piada. Estes computadores eram vistos como algo que servia unicamente para navegar na web e mesmo nisto não pareciam ser grande coisa. Apesar de baratos, as vendas foram baixas. O projecto aparentava ser um falhanço desde o início. Mas a Google conseguiu de alguma forma dar a volta e transformar os Chromebooks em algo relevante no mercado dos portáteis.

E não só ao nível empresarial/educativo. Na lista de portáteis mais vendidos pela Amazon este Natal, as duas primeiras posições são ocupadas por Chromebooks. Uma indicação de que os consumidores em geral parecem estar realmente receptivos ao portáteis com Chrome OS.

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O Techcrunch analisou a história dos Chromebooks:

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Two years ago, it seemed Chromebooks were only doing somewhat well in schools. Those were, after all, also the only numbers Google ever shared. Over the last year, however, something changed. Google created a more diverse ecosystem of hardware partners that now includes virtually all major laptop manufacturers, including the likes of Lenovo (though only for education), HP, Toshiba and Acer.

With the $1,300 Pixel, Google even designed its own high-end Chromebook. My feeling is that Google gave away more free Pixels to developers at its I/O conference this year than it actually sold (that high purchase price is hard to justify for anybody who doesn’t regularly fly on a private jet, despite the Pixel being a great piece of hardware). What the Pixel did, though, was to show that Google was fully backing this project, which surely helped the ecosystem and potential business customers to warm up the idea, too.

Over the last year, ChromeOS also went from a one-trick pony to something that’s more like a “real” operating system (in the sense that it looks and feels more like a regular PC and less than a laptop that can only run a browser). While Microsoft loves pointing out that Chromebooks are only useful when you’re online (which these days is pretty much true for any computer anyway), one area Google’s engineers worked hard on was adding more offline capabilities.

Today’s Chromebooks are nothing like the old Cr-48 prototype Google once sent out to bloggers in late 2010. The fact that Microsoft has now started making fun of them just shows that it’s concerned about losing market share in the business world. Microsoft should be worried.