Facebook está “morto e enterrado” para os adolescentes, diz estudo europeu


O Facebook está “morto e enterrado” não só para os adolescentes mais novos, mas também para os mais velhos, que estão a migrar para o Twitter, Instagram, WhatsApp e Snapchat. As conclusões são de um estudo europeu recente, focado em jovens com 16-18 anos de 8 países da União Europeia.

Se tiveres entre 16 e 18 anos e te perguntarem no final de 2014 como foi a tua actividade online naquele ano, a tua resposta não passará certamente pelo Facebook.

Os adolescentes não gostam do Facebook porque os pais e outros familiares estão nele. E estão a sair para plataformas como o Snapchat, o WhatsApp, o Instagram ou o Twitter. Esta é uma tendência global, não só norte-americana. E também não é uma tendência apenas das faixas etárias mais novas, verifica-se também junto dos jovens com 16, 17 ou 18 anos.

Os adolescentes não se importam que os serviços alternativos sejam menos funcionais e sofisticados, e também não querem saber se os seus dados estão a ser ou não usados para fins comerciais. Eles só não querem estar onde os pais estão.

Estas conclusões são de estudo europeu recente, conduzido pelo antropólogo e professor universitário Daniel Miller. Este estudo faz parte de um investigação maior, intitulada Global Social Media Impact Study, que está em curso sobre o impacto do social media no offline.

Os adolescentes querem ficar longe do Facebook. “Muitos até se sentem envergonhados por estarem associados a ele”, acrescenta o investigador. Todavia, eles reconhecem que o Facebook é tecnicamente melhor que o Twitter ou o Instagram, por exemplo. “É mais integrado, é melhor para álbuns de fotos, é melhor para organizar festas e é mais eficiente para seguir as relações das pessoas.”

O que acontece aos jovens que saem da escola secundária e entram no mundo universitário aka mundo real? Como é que estes jovens manterão o contacto com os amigos e colegas antigos à medida que entrar na faixa dos 18-25 anos na qual o estilo de vida e os hábitos de compra são formados?

O Snapchat, o Instagram e o WhatsApp não servem para manter relações a longe prazo. São ferramentas boas para conversar com os círculos sociais mais imediatos. Não substituem uma plataforma completa, que se adapta a todos os tipos de necessidade. Mesmo o Twitter, apesar de mais semelhante ao Facebook, não é de todo um substituto deste.

Os adolescentes podem não gostar do Facebook. Mas, talvez, quando crescerem, virão a olhar para ele de maneira diferente. O Facebook passará a ser para eles um utilitário obrigatório. Aliás, é nisto que Zuckerberg quer transformar o serviço: um utilitário global, semelhante à rede eléctrica ou ao abastecimento de água; algo que serve tudo o que fazemos (amigos, notícias, eventos, fotos, vídeos, música, desporto, livros, filmes…).