Moche Tony Hawk & Friends Show


No final da tarde de sábado 26 de Outubro, a música e o skate juntaram-se perto da praia de Carcavelos, e só se separaram na manhã de 27. Foi o Moche Tony Hawk & Friends Show, que contou com a lenda do skate no maior half pipe que alguma vez esteve em Portugal.

O desporto e a música são duas forças quase sempre interligadas. E se esse desporto for o surf ou o skate – ou os dois – esse lanço é praticamente imprescindível. O Moche Tony Hawk & Friends Show foi um exemplo de como a música e o skate são dois universos muito próximos e com uma grande afinidade com o surf. De manhã, a Praia de Carcavelos recebeu a penúltima etapa do Cascais Billabong Pro, patrocinado pela Moche; de tarde, ali ao lado, dava-se início ao evento que juntou as manobras de Tony Hawk aos sons de Orelha Negra, Naughty Boy e Icona Pop, entre outros.

O Moche Tony Hawk & Friends Show foi uma espécie de mini MEO Sudoeste, mas com skate (e sem campismo). Milhares de jovens (alguns deles, muito jovens) aceitaram o convite e aglomeraram-se em Carcavelos no final de tarde de 26 de Outubro e até à madrugada de dia 27, naquele que foi maior evento do ano associado à marca Moche.

No recinto, difícil era não reparar na tenda enorme, instalada no centro, com o maior half pipe que alguma vez esteve em Portugal (6 metros de altura e 18 de comprimento) no interior . Em redor desta, vendia-se imperial (e águas) a 2 euros, e pães com chouriço e hambúrgueres no pão a 5 euros. Havia ainda stands de marca e um mini half pipe, aberto a qualquer pessoa, mais ou menos experimente ou de todo inexperiente nesta coisa do skate. Chuva? Nem por isso.

O cabeça de cartaz? Tony Hawk. Californiano (nasceu a 12 de Maio de 1968 em San Diego), é considerado o maior skater de todos os tempos na modalidade Vertical. Tony Hawk está para o skate aquilo que os Beatles estão para a música. No gigantesco half pipe, a lenda viva manteve o estatuto que os títulos lhe concederam: 12 campeonatos mundiais na modalidade Vertical, de 8 X-Games e de 3 campeonatos mundiais de Street Style. Tony Hawk e os seus amigos – alguns melhores skaters mundiais (Neal Hendrix, Lizzie Armanto, Elliot Sloan, Kevin Staab e Lincoln Ueda) – mostraram aquilo de que são capazes, com manobras incríveis que surpreenderam curiosos, amadores e profissionais.

Quanto à música, Naughty Boy, Icona Pop, Mastiksoul, Orelha Negra (enormes!), Fyah Box Sound, Dynamic Duo, Nubai Soundsystem, Lyla, Henri Josh e Karetus – tudo nomes sonantes junto do target – fizeram a festa antes e depois do show de Tony Hawk. Antes da lenda, o palco foi dos Orelha Negra, o projecto musical já muito bem trabalhado de Sam The Kid, Fred Ferreira, Cruzfader, João Gomes e Francisco Rebelo. O concerto de 1 hora e picos, não deixou de fora “Throwback”, “M.I.R.I.A.M.”, “Luta” e “A Cura”. Seguiu-se Dynamic Duo, a dupla composta por Cruzfader e Stick Up, que misturou Eminem, Sam The Kid, Boss AC, Kanye West, Jay-Z e Justin Timberlake, entre outros. Naughty Boy, Lyla, Icona Pop, Mastiksoul e Karetus fecharam a noite, já com a rampa em descanso.

No Tony Hawk & Friends Show, a Moche foi a marca mais presente, mas o MEO teve um destaque igualmente importante. Terminado o show de Tony Hawk e antes dos concertos de Naughty Boy, Icona Pop e restantes, as duas marcas deram a oportunidade a cada um dos presentes de convidarem um amigo para se juntar ao evento. Para tal, só tinham se deslocar à tenda da MEO e deixar o nome do amigo na lista. Uma acção inédita, que rapidamente formou uma fila de pessoas com telemóvel na mão.

Quanto ao público, há que fazer referência a um russo que transportava aquela que foi, talvez, a máquina fotográfica mais fixe do Moche Tony Hawk & Friends Show. O russo, esse, veio atraído pelo surf nas nossas praias e pelas nossas paisagens litorais. Ouviu falar do evento na internet.

Os bilhetes para este mini festival custavam 20 € (Golden Circle, mesmo em frente aos artistas: 35 €). Os clientes Moche receberam o valor do bilhete em saldo. E, se fossem de comboio para o evento (linhas de Sintra, Cascais, Azambuja e Sado), a viagem ida/volta ficava a 1 €.